RGE entrega nova fonte de abastecimento de energia à Gramado

Construção da Linha de subtransmissão entre Nova Petrópolis e Gramado demandou recursos na ordem de R$ 11,5 milhões

Os municípios de Gramado e Canela, que integram o principal polo turístico do Rio Grande do Sul, passam a contar, a partir de agora, com um sistema de distribuição de energia elétrica ainda mais robusto e que garantirá, por muitos anos, a demanda existente na Região das Hortênsias, segundo a RGE. Com investimento de R$ 11,5 milhões, a distribuidora entregou oficialmente à comunidade dos dois municípios à nova linha de subtransmissão 69 kV Nova Petrópolis 2 – Gramado, que beneficiará diretamente 45 mil Unidades Consumidoras.

A linha de 69 kV, que já está operando desde o final do mês passado, tem capacidade de transporte de 82,2 MVA. No total, esta energia seria suficiente para abastecer 400 mil casas, com o consumo médio de 200 kWh, durante um mês.

A nova fonte de alimentação atende uma demanda histórica da região das Hortênsias. Ela interliga os sistemas de transmissão de energia das regiões de Farroupilha, Feliz, Nova Petrópolis e Canela aos consumidores ligados à Subestação de Gramado. Além do atendimento direto a esses clientes, o principal reforço no sistema é a possibilidade da realização de manobras e o remanejo de carga em casos de contingências, reduzindo o tempo, ou tornando imperceptíveis as interrupções no fornecimento de energia aos municípios atendidos pelas subestações de Canela, Gramado, Feliz e Nova Petrópolis.

Para o presidente da companhia, José Carlos Saciloto Tadiello, a entrega da linha entre Nova Petrópolis e Gramado é motivo de comemoração para toda comunidade que durante quase uma década reivindicou a ampliação do sistema elétrico da região, mas que, assim como a concessionária, precisou aguardar o desenrolar de algumas questões  fundiárias. “O mais importante é que estamos entregando uma obra de R$ 11,5 milhões e beneficiando diretamente 45 mil consumidores. Nossa intenção era fazer essa entrega ainda em 2012, porém, por motivos fundiários, não foi possível cumprir o nosso cronograma. Agora, temos energia para as próximas décadas”, assinalou Tadiello.