Cemig registra 170 interrupções por pipas e 52 mil sem energia

Dados referem-se aos quatro primeiros meses de 2020

A Cemig registrou 170 desligamentos provocados por acidentes com pipas na rede elétrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) nos quatro primeiros meses do ano, trazendo prejuízos a cerca de 52 mil consumidores. Segundo a concessionária, o principal causador das ocorrências é o cerol, uma mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores que pode cortar os cabos da rede e causar acidentes com a população. Além disso, muitos curtos circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.

“As pipas devem ser soltas em locais abertos e afastados da rede elétrica, ou seja, nunca em áreas urbanas. Também é preciso evitar o uso de fios metálicos ou cerol e, caso a pipa fique presa nos fios dos postes, elas não podem ser resgatadas, porque acidentes nestas condições podem ser fatais, orienta João José Magalhães, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig.

Outro problema identificado nos últimos anos é a chamada linha chilena, muito mais cortante do que o cerol comum. “Infelizmente é possível adquirir este material de origem estrangeira pelo mercado paralelo e até pela internet, o que contraria a legislação”, destaca o gerente.

Vale ressaltar que a lei estadual 14.349/2002 proíbe o uso de cerol ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas, de papagaios, de pandorgas e de semelhantes artefatos lúdicos, para recreação ou com finalidade publicitária no estado de Minas Gerais. Quem for flagrado está sujeito ao pagamento de multa, que varia de R$ 100 a R$ 1,5 mil, podendo ser agravada.