Cemig prevê crescimento de mercado de 3% ao ano até 2019

ACR deverá segurar a performance do segmento de distribuição até 2016 em função de um ACL estacionado no mesmo patamar de demanda

A Cemig projeta um crescimento de mercado para o segmento de distribuição de 3% ao ano entre 2016 e 2019. Na estimativa da estatal mineira o mercado regulado é que deverá manter esse aumento da demanda, por pelo menos dois anos já que a expectativa é de que o mercado livre fique estacionado em 16 TWh tanto neste ano quanto em 2016. O ACR deverá encerrar 2015 com demanda de 27 TWh e aumentando mais 1TWh ao ano até 2019.

Os dados do Guidance 2015-2019 foram apresentados pela empresa nesta segunda-feira, 25 de maio. Em termos de tarifa a empresa espera uma redução de 4,1% em 2019 em comparação ao atual nível de preço. O pico segundo a Cemig deverá ocorrer em 2017 quando essa retração deverá ficar em cerca de 13,4%. Em termos de parcela B, referente aos custos gerenciáveis da empresa deverá haver estabilidade, desde que sejam mantidas as atuais condições do contrato de concessão.
Os investimentos do segmento de distribuição devem somar R$ 5,060 bilhões no período. Enquanto isso, o resultado ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado para este ano deverá ficar em uma faixa que poderá variar entre R$ 1,046 bilhão e R$ 1,336 bilhão. Já para o ano seguinte a faixa para esse indicador do balanço é de crescimento de 4,6% em ambos os casos, podendo ficar entre R$ 1,094 bilhão e R$ 1,398 bilhão.
Já para o segmento de geração e transmissão, essa faixa de ebitda está estimada em 2015 entre R$ 3,721 bilhões no limite inferior e R$ 4,830 bilhões no superior em 2015. No ano seguinte a expectativa é de variação entre R$ 2,911 bilhões e R$ 3,939 bilhões quedas de 21,7% se a primeira previsão se confirmar ou um recuo de 18,4% na comparação entre os resultados do limite superior do guidance.
Nesse segmento os investimentos da empresa no horizonte até 2019 é de R$ 2,570 bilhões, já considerando os investimentos na Aliança Energia, Santo Antônio, Belo Monte e Itaocara. Com isso, a perspectiva para a holding é de um ebitda que varia em 2016 entre R$ 4,612 bilhões e R$ 5,943 bilhões. E esses limites deverão apresentar leve variação positiva ao longo do período, chegando a 2019 entre R$ 4,730 bilhões e R$ 5,981 bilhões.