Conselho da Eletropaulo define prazo para se manifestar sobre venda de ações

Empresa pretende tomar uma decisão até 13 de maio; Enel, Neoenergia e Energisa estão na disputa pelo controle acionário da distribuidora paulista

Até o próximo dia 13 de maio, o Conselho de Administração da Eletropaulo pretende se manifestar sobre as ofertas postas na mesa para aquisição de ações da companhia, apresentadas pelas empresas Enel Brasil e Neoenergia. As empresas travam uma disputa pelo controle acionário da distribuidora paulista de energia elétrica. Até agora, a italiana Enel está disposta a pagar R$ 32,20 por ação da Eletropaulo, apenas R$ 0,10 acima do valor oferecido pela Neoenergia (R$ 32,10).

A concorrência entre as empresas europeias aumentou depois que a Eletropaulo decidiu cancelar a Oferta Pública, que estava organizando e tinha a Neoenergia como líder. Além da aquisição das ações dos atuais investidores, tanto a Enel como a Neoenergia se comprometeram com um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão. A outra oferta na mesa é da Energisa de R$ 19,38 por ação e aumento de capital de R$ 1 bilhão.

Reclamação – A disputa pelo controle da Eletropaulo gerou uma reclamação formal da Iberdrola, controladora da Neoenergia, à Comissão Europeia sobre as táticas da concorrente italiana. A Enel tem como acionista o Ministério de Economia e Finanças da Itália, com 23,6%, o que para a Iberdrola tem dado à empresa vantagens desproporcionais em relação aos concorrentes privados.

A Enel tem também entre seus acionistas fundos de investimentos internacionais e italianos, fundos de pensão, companhias de seguro, além de vários investidores individuais. A Enel é considerada uma das empresas de energia europeias menos alavancadas, com forte balanço financeiro.

A Enel Américas respondeu a carta enviada pela Iberdrola à Comissão Europeia. “A falta de substância de todas as alegações é bastante surpreendente para um documento desse tipo, e resulta em uma série de declarações confusas com um único objetivo aparente: evitar uma concorrência justa para a Eletropaulo, imediatamente após a diretoria desta empresa desistir de prosseguir com um aumento de capital que teria garantido uma vantagem competitiva única para a Neoenergia, uma empresa que a Iberdrola controla completamente.”