P&D da Copel prevê gestão inteligente de dados para mobilidade elétrica

Sistema em parceria com o Senai integra gerenciamento energético entre as distribuidoras e operadoras de recargas elétricas

Em parceria com o Senai e a empresa Motiva Mobilidade, a Copel está desenvolvendo um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) para criar um sistema de gestão inteligente e integrada de dados entre distribuidoras de energia e plataformas de gestão de recargas na mobilidade elétrica. O objetivo é que este módulo permita acionar operações de gerenciamento pelo lado da demanda (GLD) – conceito que significa controlar as cargas de energia do lado do consumidor para operar o sistema de maneira mais eficiente.

“A ideia é criar uma solução que viabilize a troca de informações de maneira segura e eficiente. A conversa entre os dois sistemas vai permitir incrementar tanto a gestão das distribuidoras quanto a gestão nas recargas de veículos”, destaca o diretor-geral da Copel Distribuição, Maximiliano Orfali.

O projeto começou a ser desenvolvido em dezembro de 2019 e tem duração prevista de 24 meses, com financiamento feito através dos recursos do programa de P&D regulado pela Aneel. “A intenção é disponibilizar ao setor elétrico uma nova ferramenta que contribua para avanços na gestão de energia descentralizada, gerando mais valores em eficiência energética e na operação”, detalha o gerente do departamento de Gestão da Inovação da Copel, Gustavo Klinguelfus.

Segundo a companhia, o módulo de integração segue uma tendência do mercado, que tem desenvolvido cada vez mais tecnologias para empresas de gestão de recargas de veículos e em unidades consumidoras, inclusive com uso de algoritmos de inteligência artificial e de big data.

“Será uma grande contribuição para permitir a interligação de todo o potencial de informações das distribuidoras e das empresas de gestão na demanda, com ganhos significativos em eficiência energética no uso pelos consumidores”, afirma o engenheiro eletricista da área de Mercado e Comercialização de Energia e gerente do projeto na Copel, Frank Toshioka, que vê um mercado muito promissor diante das discussões sobre a regulação da geração distribuída no país e os efeitos da pandemia, como a redução no consumo de energia.