Lucro da EDP aumenta 45,2% no segundo trimestre

Ganhos somaram R$ 344 milhões entre abril e junho, no ano o resultado é positivo em R$ 840 milhões, alta de 65,3% ante os seis primeiros meses de 2020

A EDP Brasil registrou lucro líquido de R$ 344 milhões no segundo trimestre do ano, um avanço de 45,2% na comparação com o mesmo período de 2020. No semestre, o lucro líquido atingiu R$ 840 milhões, um aumento de 65,3% na mesma base de comparação. O resultado Ebitda (lucro antes de taxas, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 800 milhões no trimestre, alta de 36,3% e no acumulado do ano totalizou R$ 1,8 bilhão, elevação de 43,8% ante mesmo intervalo de 2020.

O volume de energia distribuída apresentou um aumento de 16% no segundo trimestre. Na análise da empresa, resultado da recuperação da atividade econômica, das elevadas temperaturas registradas no período e da expansão no número de clientes. Com isso, o lucro líquido gerado pelo segmento no exercício foi de R$ 119 milhões, uma alta de 73% ante o mesmo intervalo do ano passado.

A EDP investiu R$ 267,3 milhões no segmento de Distribuição no trimestre, um crescimento de 51,6% na comparação com o ano anterior. Os valores foram aplicados em obras de expansão (implantação e ampliação de subestações e linhas de distribuição para ligações de novos clientes), melhorias da rede (substituição de equipamentos), melhorias em telecomunicações e informática, e de projetos de combate às perdas.

Segundo comunicado da empresa, no segmento de Transmissão houve a entrada em operação parcial dos lotes Q e 21, ambos na região sul do país, além da conclusão da aquisição, no mercado secundário, do lote de linhas de transmissão Mata Grande Transmissora de Energia. O empreendimento tem investimento previsto de R$ 85,5 milhões. Além disso, em junho arrematou o Lote 1 do Leilão de Transmissão 01/2021. Com a aquisição, a EDP chegou a 1.924 quilômetros de linhas em seu portfólio de transmissão e elevou sua presença para 15 estados brasileiros.

Ainda no final do segundo trimestre a empresa concluiu a aquisição da AES Inova, plataforma de investimento em geração solar distribuída, detentora de um portfólio de aproximadamente 34 MWp. Com a operação, ampliou em 50% o tamanho de sua carteira de projetos de energia solar, avançando em sua estratégia de crescimento no segmento.

Com o agravamento da crise hídrica que impacta o Brasil, a empresa vem trabalhando de forma consistente para mitigar qualquer impacto adicional. Nesse sentido, o risco hidrológico do trimestre foi controlado através das medidas de proteção do portfólio, como repactuação do GSF, operações de hedge e garantia física descontratada. Como resultado, aumentou sua margem bruta em R$ 27,1 milhões, utilizando a gestão integrada entre a sua comercializadora e Geradoras hídricas nas transações de compra e venda de energia.

O capex consolidado no segundo trimestre ficou em R$ 579,1 milhões aumento de 45,2% na comparação com 2020. Já no acumulado da primeira metade de 2021 os valores aportados somam R$ 1,1 bilhão, montante 47% a mais do que o registrado ante o mesmo período do ano passado. A dívida líquida da empresa encerrou o segundo trimestre em R$ 8 bilhões, alta de 29,9% quando comparado ao fechamento do mesmo mês de 2020.