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Tendo direcionado o foco nos últimos anos para a comercialização, a Bolt Energy também está apostando nas oportunidades com a Geração Distribuída. A empresa criou no ano passado a Bow-e, subsidiária sediada em Belo Horizonte para a nova vertente de negócios. Em entrevista à Agência CanalEnergia, o CEO da Bolt Gustavo Ayala conta que dos atuais 10 MW operacionais entre usinas solares e CGHs, a meta é em 2024 ter 200 MW e em dezembro de 2025 chegar a 350 MW. Nos últimos anos, a Bolt vendeu ativos de geração e na comercialização tradicional, teve foco na exportação de energia para o Uruguai.

Ele conta que depois da aprovação do marco da GD, a empresa começou a montar seu pipeline da modalidade e intensificou o arrendamento de usinas por períodos entre 15 e 20 anos. A Bow-e, que garante redução de até 15% no custo da tarifa no final do mês, hoje tem 10 MW. Ayala ressalta o crescimento obtido, uma vez que hoje o escritório em Belo Horizonte já conta com 25 pessoas. Presente em seis estados, o objetivo é chegar em todas as unidades o mais rápido possível. O executivo considera que a estratégia de arrendar usinas era propícia para acelerar o crescimento da Bow-e e faz uma analogia com a plataforma de hospedagem Airbnb, que não investe em hotéis.

Ayala cita como desafio lidar com os comportamentos regionais dos clientes, em que alguns são abertos à adesão de novas tecnologias e outros são mais avessos a mudanças. Segundo ele, enquanto em Santa Catarina e Rio de Janeiro a venda é feita online em Minas Gerais o cliente é mais desconfiado.

A abertura do mercado do ano que vem já está a todo vapor. O braço varejista foi ativado para se aproximar de consumidores de perfil médio e hoje conta com 51 clientes. Para Ayala, esse é um nicho do mercado que só tende a crescer em todas as casas nos próximos anos. “Tem um ‘oceano azul’, se todas as empresas do Brasil de setor ficarem focadas no varejista não vão atender todos ainda nos próximos cinco anos”, avisa. Com 4 MW med comercializados, a meta da varejista é chegar em 12 MW med até o fim do ano e em 40 MW med no ano que vem.

Para agregar novos clientes tanto na GD quanto no mercado livre, a aposta é nas parcerias. O mercado atacadista Tambasa, de Minas Gerais é um deles, assim como a Prisma Promotora, de adquirência e serviços bancários. O vendedor da máquina de adquirência vai vender também energia da Bolt para o varejo. “O foco é a parceria onde a gente consegue ter o ecossistema daquele parceiro e ele coloca mais um produto na esteira”, comenta.

O movimento tem sido de ir atrás do novo consumidor de energia, seja através dos parceiros ou do marketing digital. A única ferramenta não reativa é a do site, em que é possível fazer o contrato sem que o cliente seja instado a fazê-lo. Haveria ainda uma falha de comunicação em que o consumidor ainda não conhece as potencialidades do Mercado Livre.

Ayala credita que a digitalização deverá tomar um grande espaço no setor. Na comercialização, em que o número de clientes orbita na casa da centena, alcança o milhar quando chega na Bow-e. Para dar conta desse contingente, o uso da tecnologia será imperativo. “Você precisa estar automatizado. O digital é fundamental em todos os aspectos”, adverte o executivo, que também frisa a sua relevância na venda.