Repactuação do risco hidrológico elevou lucro no ano, diz Tractebel

Adesão apenas para contratos no mercado regulado elevaram resultado positivo em R$ 223,1 milhões

A adesão da Engie Tractebel à repactuação do risco hidrológico trouxe um resultado de R$ 223,1 milhões no ano de 2015 e foi apontada como um dos pontos que ajudaram a empresa a elevar o resultado anual em 8,5% para a casa de R$ 1,5 bilhão. Já no ACL a empresa seguiu o fluxo das demais geradoras e não optou em mitigar o risco, assumindo-o em sua totalidade. A empresa já informou que retirou as liminares junto à Justiça, mesmo com a liminar da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica ainda em vigor.

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Eduardo Sattamini, comentou que a meta é manter, assim como já apontado no passado, um nível entre 5% e 10% de garantia física sem contratos. Para ele, esse patamar continua adequado. Ainda mais agora com metade da GF coberta pela repactuação. Até porque, lembrou a medida reduzirá o fator de ajuste do MRE. Com isso, comentou, a empresa pode vender mais a depender da hidrologia e com essa descontratação é possível se ajustar ao longo do ano.
“O nosso crescimento no ano de 2015 foi graças ao GSF. Teríamos uma queda no ano e não crescimento dos resultados da empresa, GSF teve impacto de R$ 223 milhões sobre o valor de nosso lucro anual de R$ 1,5 bilhão, é um volume substancial vindo desse acordo”, comentou o executivo em reunião com analistas e investidores realizada pela Apimec-SP.
Ele explicou que nesse ano, por exemplo, o GSF poderá ficar em um nível de 92% a 93%. Provavelmente, estimou, esse ano a empresa deverá pagar o prêmio e não se beneficiar do repasse. Mas, contemporizou, essa é a regra e faz parte do negócio da mesma forma que um seguro normal de mercado. 
Sobre a não adesão à repactuação do ACL, Sattamini comentou que não faria sentido para a empresa, pois na proposta do governo não havia equilíbrio. “No ACL a gente continua com o risco integral e a nossa maneira de nos proteger é não vender energia”, indicou. E disse ainda que esse ano e 2017 a expectativa é de ver um cenário mais favorável em termos hidrológicos e GSF mais baixo o que pode contribuir para aumentar os volumes negociados e com menor risco.