Cemig: projeto para Aliança é ser uma das maiores geradoras em 5 anos

Empresa em sociedade com a Vale possui atualmente 1,2 GW e deverá participar de leilões da Aneel em UHEs de médio e grande portes

A sociedade entre a Cemig e a Vale na Aliança Geração de Energia será o veículo de investimento da estatal mineira nos próximos leilões de geração da Aneel. A meta é fazer dessa empresa uma das maiores geradoras do país já em 2020. No foco dessa geradora estão projetos de médio e de grande porte como forma de alavancar a participação da subsidiária ao patamar indicado pela estatal mineira.

No primeiro trimestre do ano, a Cemig reportou um ganho contábil da Aliança em seu balanço, da ordem de R$ 735 milhões. Na geradora a estatal tem 45% e a Vale fica com os 55% restantes de participação. Atualmente a companhia detém um parque gerador de 1.158 MW. Apesar de afirmar que a Aliança deverá avançar no segmento de geração, a Cemig não indicou qual é o tamanho da capacidade instalada pretendida até o final desta década.
O diretor de Finanças e Relações com Investidores, Fabiano Maia, destacou que a Aliança possui uma grande vantagem competitiva que é a inexistência de dívida na companhia, o que atribui à geradora uma alta capacidade de crescimento. “A meta é de crescer de forma forte nos próximos cinco anos e se tornar uma das maiores empresas do Brasil”, reforçou o presidente da Cemig, Mauro Borges, em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre do ano.
Na transmissão realizada nesta terça-feira, 18 de maio, Borges destacou logo no início que a Cemig estava de volta às disputas por ativos de geração no país. Mas lembrou que essa participação se dá no momento em que esses projetos sejam atrativos e viabilizem retorno para os acionistas, como no caso da UHE Itaocara I (RJ, 150 MW), que a empresa arrematou no último A-5 em consórcio junto a uma de suas controladas, a Light.
A Cemig não indicou qual foi o retorno obtido com a usina de Itaocara. Mas, segundo o diretor de Finanças, esse indicador ficou em duas casas decimais. “Acreditamos que a participação em projetos greenfield está no DNA da Cemig e temos que perseguir esse caminho como uma rota importante de crescimento do grupo. Participaremos dos próximos leilões mas desde que sejam leilões que garantam retornos inquestionáveis”, disse Borges.
Ainda no segmento de geração, disse Borges, o acordo da controlada Renova com a SunEdison tem como objetivo reforçar a atuação da companhia no segmento de energia renovável. Ele negou que a intenção da estatal seja a de se desfazer desse ativo e que a venda faz parte de um plano para ampliar a capacidade da Renova em investir. O presidente da Cemig destacou que esse acordo firmado visa o longo prazo e que a entrada da gigante norte americana proporcionará acelerar o crescimento em renováveis e se consolidar na liderança dessa modalidade de geração no país.