CMSE reduz risco de déficit no SE\CO pelo terceiro mês consecutivo

Projeção passou de 4,9% para 3,7% pela média histórica e para 2,4%, considerando a operação plena das térmicas

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico reduziu novamente o risco de déficit de energia nas regiões Sudeste\Centro-Oeste, que passou de 4,9% para 3,7%, com base nas 82 séries do histórico de vazões e na geração termelétrica por ordem de mérito de custo. Considerando o despacho pleno das térmicas em 2015, o risco projetado é ainda menor: de 2,4%. Para a regiâo Nordeste, o CMSE manteve o risco zero, pelos dois critérios.

A redução no risco de desabastecimento no principal mercado consumidor do pais acontece pelo terceiro mês consecutivo. O índice aumentou de 4,9% em janeiro para 7,3% em fevereiro; mas caiu para 6,1% em março e para 4,9% em abril, pelo critério do histórico de vazões.

“Com base nas análises efetuadas observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional melhoraram em relação ao mês anterior”, afirma nota divulgada pelo Ministério de Minas e Energia nesta quarta-feira, 13 de maio, após a reunião mensal do CMSE. Como nos meses anteriores, foi mantida a avaliação de que o sistema está equilibrado e dispõe de condições para garantir o abastecimento, apesar do cenário climático desfavorável nas principais bacias.

Dentro do critério de segurança de 5%, estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética, não há riscos de faltar energia, segundo o comitê, porque existe uma sobra estrutural para atender a carga de 8.213 MW médios. O valor é maior que os 7.300 MW médios do mês de abril e considera a entrada em operação de novos empreendimentos nos próximos meses. Nos primeiros quatro meses de 2015, entraram em operação 2.144 MW de um total previsto de 6.410 MW.

A nota lembra que as chuvas no mês passado foram mal distribuídas, com precipitações acima da média nas bacias dos rios Jacuí e Tocantins e abaixo da média nas demais bacias monitoradas pelo SIN. As afluências no mês de março ficaram em 89% da média histórica no Sudeste\Centro-Oeste; em 56% no Nordeste; em 107% no Sul e em 83% no Norte.