CEEE reconstrói torres de transmissão destruídas por temporal

Ventos de mais de 100 km/h provocaram estragos em linhas e torres de transmissão

A CEEE informou na última segunda-feira, 9 de outubro, os resultados após os trabalhos de recuperação dos danos causados pelo o temporal de 1º de outubro, um dos mais severos enfrentados pela companhia nos últimos anos. Ventos de mais de 100 km/h varreram o Estado do Rio Grande do Sul e provocaram estragos em linhas e torres de transmissão de energia, na região central e norte do Estado, além de falhas em subestações na região metropolitana da capital. Boa parte dos estragos se concentrou na região de Salto do Jacuí, no Norte do Estado.

Das 12 linhas de transmissão (LT) de 230 mil volts que tiveram falha, somente uma segue em reconstrução. Em sete delas houve rompimento de cabos ou queda de torres. Os trabalhos ainda são realizados na linha Passo Real – Venâncio Aires, que teve nove estruturas derrubadas, algumas até com as fundações arrancadas do solo. Um trecho da linha que foi ao chão provocou o bloqueio da RS-031, que liga Salto do Jacuí a Espumoso. A rodovia foi liberada no fim da tarde de terça-feira, 03. Outras duas torres foram derrubadas na mesma região: uma da linha Passo Real – Itaúba e outra na LT Passo Real – Ijuí 2.

Um dos trabalhos de reconstrução mais complicados e desafiadores foi o conserto do rompimento de um cabo na LT Itaúba – Nova Santa Rita, que caiu num vale com mais de 200 metros de profundidade, onde fica o “braço morto” do Rio Jacuí bem próximo à barragem de Itaúba. As equipes levaram dois dias para percorrer o terreno íngreme e liberar, árvore por árvore, o condutor, que estava engaiolado na vegetação, para depois poder puxar o cabo, que pesava mais de uma tonelada. A geografia da área também dificultava o avanço físico dos técnicos, e só permitia a comunicação com telefones via satélite. Neste trecho, a conexão do cabo no vão de 700 metros foi concluída na tarde de quarta-feira, 04.

Apesar da extensão dos danos, o fornecimento de energia para as concessionárias não foi prejudicado, pois toda a carga foi disponibilizada para as distribuidoras de energia locais ainda na madrugada de domingo, 01, para segunda-feira, 02. As sete linhas de transmissão que ficaram mais tempo fora de operação também não provocaram desabastecimento, graças à configuração do sistema elétrico da CEEE-GT, que permitiu que a carga fosse atendida por outras linhas de transmissão. Na Capital, por exemplo, as subestações que apresentaram falhas foram restabelecidas em menos de doze horas.