Alupar irá participar do leilão de transmissão

Empresa também está colhendo mais pareceres jurídicos e conversando com a Taesa e Eletrobras para definição do impasse no Lote M do leilão de SPEs da Eletrobras

A Alupar anunciou que irá participar do leilão de transmissão do dia 20 de dezembro. A informação foi passada durante teleconferência ao mercado e investidores nesta sexta-feira, 9 de novembro, pelo do gerente de Relações com Investidores, Luiz Coimbra, que afirmou estar muito cedo ainda para saber quais projetos serão rentáveis dentro do certame. “Vamos participar, mas ganhar depende do nível de retorno para a companhia”.

Perguntado sobre o motivo da retirada da apreciação do edital pauta da Aneel, nesta semana, Luiz disse desconhecer o motivo e se mostrou focado para a análise do edital, que terá sua apreciação pela diretoria da Aneel na próxima terça-feira (13).

Quanto às perspectivas para a resolução do impasse relativo ao Lote M do leilão de SPEs da Eletrobras, em que empresa disputa com a Taesa a preferência pelo projeto, o executivo explicou que há uma divergência entre os acionistas, mas que a Alupar está aberta a conversa e ao diálogo.

“Estamos tratando com a Taesa para saber qual a interpretação correta. A Eletrobras está analisando a questão e estamos buscando mais pareceres jurídicos também”.

A companhia arrematou o lote M no leilão para venda de sociedades da Eletrobras, com um lance de R$ 78,3 milhões, sem ágio. O impasse acontece porque o loteamento é composto por três empreendimentos em Minas Gerais: Transirapé, Transleste e Transminas, ambos com participação da Taesa como sócia.

Sobre o PLS 209/2015, que estabelece o pagamento de multa pelas distribuidoras a seus consumidores em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica, e inclui a solução para os débitos de geradores com o risco hidrológico, Luiz Coimbra ponderou que é difícil emitir uma análise concreta, mas que na sua opinião o projeto irá para a Câmara.

“É claro que é um problema enorme para o setor elétrico, mas penso que o novo governo tem outras pautas mais relevantes para este momento, então isso deve ir para a próxima legislatura”, avaliou o gerente.