BYD entrega primeiros ônibus 100% elétricos à prefeitura de SP

Projeto-piloto de transporte não poluente envolve abastecimento por energia solar. Cada veículo em operação urbana irá reduzir cerca de 1,8 toneladas de CO2 equivalentes, o que representa o plantio de mais de 11 árvores ao ano

O sistema de transporte público da capital paulista começou a receber os primeiros ônibus 100% elétricos da BYD, modelo D9W, que fazem parte de um projeto-piloto de transporte não poluente que envolve abastecimento por energia solar.

A cerimônia simbólica de entrega das 15 primeiras unidades aconteceu na última segunda-feira (10), na sede da Prefeitura de São Paulo, e contou com as presenças da Vice-Presidente Global da BYD, Stella Li, do Presidente da BYD do Brasil, Tyler Li, do Vice-Presidente de Vendas da BYD do Brasil, Wilson Pereira, do Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, de João Octaviano, Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo, do Milton Leite, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, do  Paulo Cézar Shingai, Presidente da SPTrans, dentre outras autoridades.

Com capacidade para transportar 29 pessoas sentadas e 51 em pé, incluindo espaço para cadeirante, os ônibus são movidos a bateria de ferro-lítio, com autonomia de 250 quilômetros. Os três primeiros veículos que irão compor o projeto já estão na garagem da Transwolff, empresa do subsistema local, que atua na zona Sul da cidade. O início das operações ainda será definido pela gerenciadora do sistema de ônibus da capital paulista.

A Vice Presidente Global da BYD, Stella Li, afirmou que “a BYD é líder global em vendas de ônibus 100% elétricos por quatro anos consecutivos, tendo entregue mais de 55 mil unidades mundialmente, e que a empresa continuará a fazer grandes investimentos em sua operação local, compartilhando com os brasileiros sua missão de promover inovações tecnológicas para uma vida melhor.”

Já o Vice-Presidente de Vendas da BYD Brasil, Wilson Pereira, ressaltou que os esforços da empresa chinesa no mercado da América do Sul estão dando resultado. “Nossas entregas recentes, não apenas no mercado brasileiro, mas também no chileno, fizeram da BYD a líder no setor de ônibus elétricos na América do Sul.”

De acordo com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, até março todos os ônibus devem estar em operação com passageiros. “É deste tipo de transporte, limpo e sem barulho, que nem parece que o ônibus está ligado, que a gente quer ver mais e mais na cidade de São Paulo”, declarou.

Em janeiro deste ano, o então prefeito João Doria sancionou a lei 16.802 que estipula novas metas de redução de poluição pelos ônibus municipais. As reduções de emissões de poluição pelos ônibus de São Paulo devem ser de acordo com o tipo de poluente em prazos de 10 anos e 20 anos.

Os Chassis BYD D9W são utilizados para aplicação em carrocerias com até 13,2 metros de comprimento. Os dois motores BYD-2912TZ-XY-A, de 150 KW, juntos equivalem a 402 cavalos e estão integrados nas rodas do eixo traseiro, contando com um módulo de controle eletrônico de tração. O Chassi possui o conceito Low Entry, ou seja, não existindo degraus para o embarque e desembarque dos passageiros. A estrutura é constituída por materiais de alta resistência a torção e a flexão.

Por usa vez os freios a disco regenerativos, com sistema ABS nas rodas dianteiras e traseiras, proporcionam maior segurança e autonomia ao veículo. A suspensão pneumática integral proporciona conforto aos passageiros e ao motorista e o sistema de rebaixamento bilateral (ECAS) permite o ajoelhamento da suspensão, aumentando a comodidade e a segurança para embarque e desembarque dos passageiros.

Também é possível elevar a altura da carroceria para transpor alguns obstáculos das vias públicas. A coluna de direção regulável permite a regulagem de acordo com as características de cada motorista, melhorando assim questões de ergonomia.

Esses ônibus elétricos representam um grande instrumento para a redução de poluentes locais e de gases causadores do efeito estufa. Segundo a BYD, em média, cada veículo do tipo em operação urbana reduz cerca de 1,8 toneladas de CO2 equivalentes, o que representa o plantio de mais de 11 árvores ao ano, além de evitar a emissão local de 118,814 kg de NOx e 1,152 kg de material particulado, os dois maiores vilões para a saúde pública. Esses valores se referem a comparação aos ônibus diesel novos, Euro 5, com rodagem média de 6.000kms/mês.