Fitch reafirma ratings da Alupar com perspectiva estável

Análise reflete baixo risco associado à combinação de operações nos segmentos de transmissão e geração, assim como a positiva diversificação da base de ativos, que dilui os riscos operacionais

A agência de classificação Fitch Ratings reafirmou os ratings de Longo Prazo em Moedas Estrangeira e Local da Alupar em ‘BB’ e ‘BBB-‘, respectivamente, e seu Rating Nacional de Longo Prazo em ‘AAA(bra)’. A Perspectiva dos ratings é Estável e refletem o baixo risco de seus negócios, associado à combinação de suas operações nos segmentos de transmissão e de geração de energia elétrica, assim como a positiva diversificação da sua base de ativos, que dilui os riscos operacionais.

Na avaliação da agência, o segmento de transmissão é caracterizado pelas elevadas margens de EBITDA e grande previsibilidade da geração de caixa operacional. Na geração, a Fitch acredita que a companhia apresentará desempenho robusto e administrará positivamente sua exposição ao risco hidrológico, atualmente maior.

A Perspectiva Estável também se baseia na análise de que a companhia conseguirá fortalecer sua já diversificada base de ativos, ao mesmo tempo em que mantém um perfil financeiro robusto, compatível com os de outras companhias do setor na mesma categoria de rating. A agência acredita que a Alupar poderá sustentar as contribuições de capital necessárias ao desenvolvimento de seus projetos em curso, além de ter forte flexibilidade financeira para levantar dívida no âmbito dos projetos. Grande parte dos R$ 1,2 bilhão de aumentos de capital obtidos em 2016 e 2017 ainda está no caixa da holding e ajudará o grupo a administrar o esperado fluxo de caixa livre (FCF) negativo associado ao ciclo de investimentos relevantes no período de 2019-2022.

Na opinião da agência, o aumento no risco de construção resultante da participação da empresa em 11 novas concessões de linhas de transmissão e em dois projetos de geração é atenuado pela experiência da companhia na implementação de projetos e por sua comprovada flexibilidade financeira. Os novos investimentos compensarão parcialmente a queda das receitas e da geração de caixa operacional que ocorrerá nos próximos anos, com a redução da receita anual permitida (RAP) de algumas concessões de linhas de transmissão mais antigas.