Investimento em baterias deve bater recorde em 2019, estima Wood Mackenzie

Segundo levantamento da consultoria foram aplicados no primeiro semestre US$ 350 milhões o que abre perspectivas para que os aportes ultrapassem o valor reportado no ano passado de US$ 600 milhões

Os investimentos em tecnologias para baterias de íons de lítio somaram mais de US$ 350 milhões durante o primeiro semestre de 2019. Esse número ficou em pouco mais de US$ 600 milhões em todo o ano de 2018. De acordo com análise da consultoria Wood Mackenzie, esse dado indica que 2019 será um ano recorde para esses aportes tomando como base o estudo publicado pela empresa e intitulado Perspectivas de Armazenamento de Energia no terceiro trimestre de 2019.
De acordo com o levantamento, à medida que a demanda pelos dispositivos continua a crescer, as futuras reduções de preços serão impulsionadas pelo aumento da fabricação, melhorias na densidade de energia das baterias e avanços na comercialização de tecnologias avançadas.
Os investimentos têm se concentrado no desenvolvimento de baterias isentas de cobalto e que utilizam materiais alternativos de eletrodo ou eletrólitos de estado sólido. A estimativa é de que embora nem todas essas tecnologias tenham sucesso, várias delas entrarão nos mercados de veículos elétricos e armazenamento nos próximos anos.
Mais recentemente, atributos como vida útil aprimorada, melhor segurança e proporção de superdimensionamento começaram a impactar a escolha da química para diferentes aplicações de armazenamento de energia e segmentos de mercado, aponta a consultoria.
Além disso, as expansões planejadas da capacidade de fabricação de baterias devem crescer para pouco mais de 770 GWh até 2026. Isso inclui todos os tipos de subquímicas de íons de lítio. Atualmente, mais de 50% dessa produção está concentrada na China e o país continuará a dominar o mercado no futuro. Contudo, outros mercados importantes, incluindo Alemanha, Suécia, Hungria e Polônia, aumentarão a produção a partir de 2021, conforme os OEMs de baterias asiáticos e europeus abrem novas instalações de fabricação e expandem a produção nas instalações existentes. Bem como nos Estados Unidos, em função da crescente demanda de veículos elétricos e  armazenamento de energia.
Apesar dessas perspectivas positivas o mercado global anual de armazenamento está em risco de contratação em 2019. Isso porque como 2018 foi um ano marcante para implantações de armazenamento de energia, foram colocadas altas expectativas em 2019. O crescimento anual contínuo é classificado pela consultoria como improvável para este ano.
A empresa relata que o mercado global desacelerou nas principais regiões que viram o boom de 2018, como Coréia do Sul e China. Esses países foram afetados por incidentes de incêndio, bem como mudanças políticas e regulamentares. Os mercados dos EUA e da Europa também estão lutando para obter capacidade no local em 2019. Com isso, a capacidade está sendo prevista para 2020, 2021 e, em alguns casos, ainda mais longe. A Wood Mackenzie espera que o armazenamento de energia de 4 GW/8 GWh seja implantado globalmente em 2019, com esses números aumentando para 15 GW/44 GWh em 2024.