Cemig espera economizar R$ 300 mi com descentralização de logística de materiais

Empresa fará um convênio com a PUCMinas para implantar um novo laboratório de qualidade para a avaliação de materiais

O diretor de Suprimentos da Cemig, João Polati Filho, anunciou, nesta quarta-feira, 27 de novembro, que a implantação de um sistema de descentralização na logística de materiais trará uma economia de R$ 300 milhões para a empresa com a redução do estoque e de capital de giro. “Estamos anunciando hoje práticas inovadoras, buscando qualidade, competitividade e respeito ao cliente para ser uma empresa de ponta. Queremos transformar custos em investimentos”, disse, durante o evento de entrega do Prêmio Melhores Fornecedores Cemig, que reconheceu 12 empresas que se destacaram, este ano, no fornecimento de materiais e serviços.

A Cemig possui uma carteira de R$ 9,5 bilhões em contratos de fornecimento de materiais e serviços. A descentralização da logística deverá ser implantada até maio próximo e trazer uma redução de R$ 200 milhões no valor do estoque atual e de R$ 100 milhões no capital de giro. Atualmente, os materiais – como postes, transformadores, cabos etc – são entregues em um centro de distribuição, localizado em Belo Horizonte. “Vamos contratar fornecedores que farão a solução logística, entregando em 60 outros pontos do estado de Minas, para que haja uma economia de tempo, de custo, de objetividade e capital de giro”, disse Polati

O estoque atual está avaliado em R$ 240 milhões, e a estimativa é que ele seja reduzido para R$ 30 milhões a R$ 40 milhões, após a utilização e a alienação dos materiais estocados. “Vamos manter um estoque mínimo de algum material particular e para uso emergencial no caso de intempéries”, explicou Polati.

O diretor anunciou ainda que a Cemig fará um convênio com a PUCMinas para implantar um novo laboratório de qualidade para a avaliação de materiais. Com isso, os empregados da companhia passarão a atuar diretamente na inspeção dos equipamentos em campo. Inicialmente, será feito o monitoramento de transformadores, medidores e religadores.

Para aprimorar a gestão e se adequar à Lei 13.303/2016, que flexibiliza as aquisições por parte de sociedades de economia mista, como é o caso da Cemig, foi contratado um estudo da Universidade Mackenzie, de São Paulo, e do Instituto Europeu de Gestão de Fornecedores (European Institute of Purchasing Management – EIPM). Segundo Polati, “essa pesquisa é inovadora e não existe no segmento de distribuição de energia elétrica”. Este ano, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade já reconheceu a empresa como a melhor do setor elétrico mundial na gestão de fornecedores.

O estudo, previsto para terminar no ano que vem, definiu algumas medidas que estão sendo adotadas pela Cemig, como o estabelecimento de critérios financeiros mais rígidos, com a consulta, junto aos órgãos de avaliação de crédito, de dados das empresas cadastradas para participação de licitações de compras de materiais e serviços.

A Cemig também está promovendo a desburocratização das contratações, com a adoção da assinatura eletrônica para os contratos, reduzindo o prazo de fechamento dos contratos de 10 dias para 5 horas.

Prêmio Fornecedores
A Cemig avalia anualmente seus fornecedores com base em critérios técnicos, de compliance e financeiros, a partir do cumprimento de prazos, qualidade dos produtos e serviços, integridade e documentação, dentre outros. Este ano, foram premiados 12 fornecedores, divididos em seis categorias de fornecimento de materiais e seis categorias de prestação de serviços.

Os vencedores foram anunciados nesta quarta-feira, durante evento do Prêmio de Fornecedores, realizado no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte.