ONS: vazões no Sudeste aumentam em dezembro

Previsão inicial para o último mês de 2019 é de expansão da carga em 2,4% quando comparada ao mesmo período de 2018

O mês de dezembro para a operação do sistema interligado começa com a previsão de vazões em nível mais elevado  do que o fechamento de novembro. Segundo dados apresentados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico referentes ao PMO para os últimos 31 dias do ano a estimativa é de que as vazões fiquem mais elevadas em quase todo o país. A projeção inicial da energia natural afluente para o maior submercado do país, o sudeste/centro oeste é de 83% da média de longo termo, para o sul é de 80% da MLT, no norte é esperado 70% e no nordeste está o mais baixo, com 37% da média histórica de vazões.
A projeção de carga em dezembro é de aumento de 2,4% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Se essa previsão se confirmar chegará a 69.468 MW médios. Nos quatro submercados do país é esperada a expansão na demanda. O índice mais elevado está no Norte com 7,6%, seguido do NE com 5,6%, no sul é de 3,7% e no SE/CO o menor, crescimento de 0,5%.
Em termos de armazenamento, o mês começa com a estimativa de recuperação dos volumes apenas no SE/CO e no NE ante o fechamento de novembro. No primeiro o índice deverá chegar a 21,8% ante o volume inicial de 18,7% e no segundo, 34,7% ante o inicial de 33,2%. Já no Norte queda de 21,5% para 14% e no sul de 36,8% para 30,8%.
O custo marginal de operação médio em dezembro recuou ante o fechamento de novembro. O valor estabelecido para a primeira semana operativa de dezembro é de R$ 231,23/MWh em todo o país. Para a carga pesada e média os valores estão equalizados em R$ 232,59/MWh e na leve em R$ 229,81/MWh.
Com isso o volume de despacho térmico também recuou quando comparado à semana passada. Está em 9.721 MW médios, sendo 4.829 MW médios por ordem de mérito, 4.692 MW médios por inflexibilidade e mais 200 MW médios por restrição elétrica.
A oferta de importação de energia do Uruguai pela Eletrobras é de um total de 285 MW médios nos três patamares de carga com CVUs que vão de R$ 121,15/MWh a R$ 218,04/MWh nos ao longo dos quatro blocos ofertados. Pela Enel a importação é no mesmo volume e uma faixa de custo variável que começa em R$ 121,39/MWh a R$ 221,73/MWh. Da Argentina a oferta é de 800 MW médios pela Tradener com CVUs de R$ 280,90/MWh no bloco 1 e de R$ 289,80/MWh no bloco 2.