ONS: PMO indica aumento de chuvas e consumo em queda no SE

Segunda revisão semana do programa mensal indica que maior submercado do país, com cerca de 60% da carga, deverá ter demanda 4,1% menor em janeiro

A segunda revisão semanal do Programa Mensal de Operação para o mês de janeiro aponta uma forte queda na previsão de carga no maior submercado do país, o sudeste/centro oeste. Ao mesmo tempo, nessa mesma região a previsão é de recuperação da energia natural afluente estimada para o final do período. Com isso, o CMO médio para a semana operativa que se inicia no sábado, 11 de janeiro, recuou 27,3% na comparação com a semana passada. Agora o valor está em R$ 263,04/MWh em todo o país, reflexo da carga pesada a R$ 269,37/MWh, a média a R$ 265,58/MWh e a leva a R$ 258,53/MWh.
Em termos de energia natural afluente o destaque foi para o aumento na projeção no SE/CO que passou de 70% da média de longo termo para 81%. Outro submercado em que houve aumento da ENA esperada é o Norte, passou de 53% para 64% da MLT. No sul manteve os 46% da semana passada e no nordeste está a única retração, de 4 pontos porcentuais, para 39% da média histórica.
A estimativa para a carga divulgada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico é de retração de 1,6% ante a queda de 0,8% projetada sete dias atrás. Conforme citado, a queda no SE/CO, que responde por cerca de 60% da carga no país, é a mais expressiva com 4,1% e compensa o crescimento estimado para os demais submercados, sendo 0,4% no sul, 2,9% no NE e 4,3% no Norte.
Com esses novos números, a expectativa é de retomada da aceleração na recuperação dos reservatórios em quase todo o país ante o que se esperava na última revisão do PMO. A exceção é o NE que segue o sentido inverso, por lá a previsão é de chegar o final do mês com 41,4%, ainda assim o maior volume no país. no SE/CO o índice é de 25,6%, no sul de 29,3% e no norte de 25,1%.
Já o despacho térmico recuou em 1.338 MW médios, para 10.064 MW médios. A maior parte desse volume está dentro da ordem de mérito, 5.532 MW médios e os 4.532 MW médios restantes são por inflexibilidade.