Fitch afirma ratings da Alupar com Perspectiva Estável

Posição de caixa e flexibilidade financeira da companhia compensarão o esperado fluxo de caixa livre (FCF) negativo, associado ao ciclo de investimentos de 2020-2021

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou o rating em escala nacional de longo prazo da Alupar Investimento e de suas emissões de Debêntures em “AAA (bra)”, além da avaliação em escala internacional, para moeda estrangeira em “BB” e para moeda local em “BBB-“, mantendo a perspectiva de ambos como estável. A análise indica o baixo risco dos negócios da companhia, associado à combinação de suas operações nos segmentos de transmissão e de geração de energia elétrica, assim como a positiva diversificação de sua base de ativos, o que dilui os riscos operacionais.

O segmento de transmissão se caracteriza por apresentar elevadas margens de EBITDA e grande previsibilidade de geração de caixa operacional. A ação de rating também leva em consideração a redução dos riscos de construção e financiamento do grupo no desenvolvimento de suas novas linhas de transmissão, uma vez que a maioria dos projetos obteve as licenças ambientais pendentes e linhas de crédito em 2019.

No segmento de geração, a agência acredita em desempenho robusto e que a administração é positiva para a exposição ao atual risco hidrológico. Segundo a análise, a alavancagem líquida ajustada consolidada atingirá 4,7 vezes em 2020, devido à concentração de investimentos para antecipar a entrega dos projetos e receitas associadas, retornando a níveis compatíveis com os atuais IDRs ((Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) em 2022.

Para a Fitch a holding Alupar também apresenta robustos indicadores de crédito e está em posição de cumprir adequadamente suas obrigações de serviço da dívida e contribuições de capital previstas para os projetos em desenvolvimento, por meio da atual posição de caixa, de dividendos esperados a serem recebidos e da comprovada flexibilidade financeira. Os novos aportes, na visão da agência, compensarão a queda das receitas e da geração de caixa operacional de algumas concessões mais antigas de linhas de transmissão prevista para os próximos anos.