Usina solar flutuante é instalada em represa de São Paulo

Reservatório Billings recebe teste da primeira UFV com esse tipo de tecnologia para a capital paulista

A cidade de São Paulo recebeu sua primeira usina solar flutuante. Segundo a Secretaria estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima), que implementou a unidade na represa Billings por meio da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), em parceria com a empresa Sunlution Soluções em Energia Ltda, a nova UFV é um projeto piloto e deve iniciar sua operação nesta sexta-feira, 28 de fevereiro, funcionando em regime de testes por 90 dias.

O empreendimento possui 100 kilowatts e angariou um investimento de R$ 450 mil em equipamentos, ocupando uma área de mil metros quadrados do reservatório junto à usina elevatória de Pedreira. Num primeiro momento, a ideia é que a planta gere energia para alimentar um dos escritórios da EMAE.

Marcos Penido, secretário da Sima, frisou que a iniciativa deriva de um trabalho de atenção do órgão, que busca o desenvolvimento de políticas públicas e ações que contribuem para preservar o meio ambiente.  “É preciso buscar alternativas em parceria com a iniciativa privada e com a população a fim de mudarmos nossos hábitos e investirmos no desenvolvimento sustentável”, justificou.

O teste servirá para avaliar a viabilidade da implantação de usinas fotovoltaicas nos reservatórios da capital paulista. Caso a experiência demonstre viabilidade a esse tipo de fonte, a EMAE abrirá uma nova chamada pública para implantação de usinas fotovoltaicas flutuantes nas represas Billings e Guarapiranga, assim como foi no processo em que a Sunlution saiu vencedora.