CCEE: revisão de carga derruba projeção do PLD até 2021

Retração do consumo reduziu as projeções da CCEE para o período até maio de 2021, o mercado da energia no mercado à vista deverá ficar entre o piso e R$ 59/MWh

A projeção do PLD para o maior submercado do país, o Sudeste/ Centro-Oeste, em 2020 ficou em R$ 118,10 e para 2021 é de R$ 90,43/ MWh. Os dados foram apresentados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica nesta segunda-feira, 30 de março. Ao considerar a revisão quadrimestral de carga os valores médios são menores, de R$ 80,71/MWh este ano e R$ 29,24/MWh em 2021.
Segundo os dados da CCEE, a perspectiva até maio de 2021 é de uma relativa equalização de valores do PLD em todos os submercados. Na previsão do PLD os valores em geral seguem na casa de R$ 100 a partir de junho e chegam a R$ 126/MWh em dezembro. No cenário de sensibilidade que inclui a revisão de carga, divulgada na sexta-feira, 27 de março, os valores ficam no patamar entre o piso – na maior parte do tempo – e R$ 59/MWh em todo o país.
A projeção de energia natural afluente em todo esse período fica entre a média de longo termo e, no mínimo, 71% da MLT. Já a previsão de armazenamento no SIN varia de 67% no mês de maio ao mínimo de 40% da capacidade do sistema nos meses de novembro e dezembro.
Já o fator de ajuste do MRE para 2020 é estimado à média de 82,7% quando comparado aos 81% de 2019. A CCEE estima energia secundária de fevereiro a abril. O menor volume de geração hidrelétrica ante a sazonalização está projetado para setembro de 2020 com 63,8%.
Com o PLD médio a R$ 81/MWh no SE/CO e o índice de GSF de 82%, a estimativa é de que o impacto financeiro fique em R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 3,9 bilhões no ACR e R$ 1,5 bilhão no ACL.
Aplicando o cenário de sensibilidade que considera a revisão de carga, a média de 2020 para o fator de ajuste do MRE é rebaixado em 1 ponto porcentual, para 81,7%. É esperada energia secundária até maio com pico em março de 121,2%. e 61,9% em setembro como o nível mais baixo.
De acordo com a CCEE, foram registradas quedas expressivas no consumo de energia por segmentos da economia. Destaque dado à retração de 20% na indústria têxtil na comparação entre o dia 1 e 17 de março ante 18 a 24 de março e o mais elevado ficou, como era de se esperar pelo segmento de serviços, que vem enfrentando a redução da atividade nas cidades. Nesse período registrou-se queda de 26% quando comparados os dois períodos.