Interrupções por pipas aumentam e 85 mil ficam sem energia no ES

Número de ocorrências entre abril e 15 de maio na concessão da EDP foi 585% superior ao mesmo período de 2019. No Pará, Equatorial registra mais de 1200 casos desde início do ano

A EDP Espírito Santo registrou um aumento expressivo de 585% nas ocorrências relacionadas a pipas na rede elétrica durante o mês de abril e a primeira quinzena de maio, período que coincide com a recomendação das autoridades para o isolamento social e suspensão das aulas escolares em prevenção à Covid-19. A empresa informou que cerca de 85 mil clientes foram afetados ante 14,5 mil no ano passado.

O gestor executivo de operação EDP, Afonso Celso da Silva, reforça a importância da prática segura para a brincadeira e o respeito às orientações da política de quarentena, afirmando a preocupação com a segurança e com o cerol e linha chilena ainda utilizados e que se configuram como condutores da eletricidade. “Em período de isolamento social é recomendável priorizar brincadeiras em que não seja necessário sair de casa”, pontua Afonso.

Ele ressalta que as linhas de pipas com cerol ou produtos cortantes causam desligamentos ao romper os cabos de energia e, também, podem provocar curtos-circuitos, ao ficarem presas na fiação e serem puxadas, interrompendo o fornecimento de energia para os moradores da região.

Equatorial registra mais de 1200 casos no Pará

Desde o início do ano, a Equatorial já contabilizou 1.216 casos de interrupções no fornecimento energético do Pará ocasionados por pipas que enroscam na fiação. A maior parte dos registros foi contabilizada nos meses de abril e maio, momento em que se intensificaram as ações de distanciamento social, em função do novo coronavírus. No município de Santarém, região oeste do estado, foram 238 casos de interrupção, seguido da capital, Belém, com 99 casos e de Ananindeua, com 31.

O número quase se iguala ao período de férias escolares de 2019, quando a companhia identificou 1.391 ocorrências desse tipo. “Essas interrupções representam prejuízos para toda a população, deixando várias localidades sem energia e atingindo, inclusive, locais que precisam do fornecimento com extrema necessidade nesse período, como é o caso de hospitais e postos de saúde”, avalia o gerente de Manutenção da Equatorial Pará, Adailson Andrade.