Carga em abril fica 11,6% menor, aponta ONS

Principal fator é o impacto da covid-19 em que influenciou o consumo em todos os submercados, sendo no Sudeste a queda mais expressiva

A carga de energia do SIN recuou 11,6%, em abril quando comparada ao mesmo mês do ano passado. Com relação a março, verificou-se uma variação negativa de 11,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é negativa em 0,5% ante o mesmo período anterior. Segundo dados do boletim mensal do ONS foram aferidos 60.757 MW médios no período.
O resultado da carga ajustada, apresentou uma variação negativa de 9,4%, sinalizando que os fatores fortuitos (temperatura e calendário) contribuíram negativamente com 2,2% na variação da carga do SIN.
“A interrupção das atividades dos mais variados setores da economia do país, provocadas pelas medidas restritivas contra a propagação do Covid-19, tem impactado negativamente o comportamento da carga ao longo do período observado. A variação negativa de 11,6% na carga do SIN no mês de abril/20, ratifica essa afirmação. Destaca-se que no mês de abril, diversos indicadores econômicos, utilizados como balizadores das análises do comportamento da carga, apresentaram redução expressiva no mês”, aponta o ONS em seu boletim.
Dentre os indicadores cita o PMI, que manteve a sua tendência descendente recente em abril, caindo para um nível de 26,5, em comparação com o de 37,6 registrado em março. O resultado da sondagem da indústria de abril, divulgado pela FGV,  que em abril apresenta recuo de 39,3 pontos no Índice de Confiança da Indústria (ICI), a maior redução mensal do índice e seu menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2001. E ainda o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), também divulgado pela FGV, que recuou 18 pontos percentuais, também a maior queda mensal e o menor valor da série histórica.
Para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste a carga apresentou uma variação negativa de 12,5%. O Operador aponta a redução nos níveis de consumo industrial como o maior motivo dessa retração. No Sul com queda de 11% essa mesma classe foi apontada como a que apresentou forte impacto. No Nordeste a redução foi de 10,9% e no Norte de 7,3%.