Neoenergia avança projeto arquitetônico do seu novo centro de operação

Com novas tecnologias de inteligência artificial e sistemas integrados, COT irá monitorar 49 subestações e 5.332 km de linhas de transmissão; Obras devem ser iniciadas até o final do ano

Recentemente transferido do Rio de Janeiro para o interior paulista, o novo Centro de Operação de Transmissão (COT) da Neoenergia em Campinas (SP) vem passando por uma reforma e modernização, com o uso previsto de novas tecnologias para monitoramento com algoritmos de inteligência artificial, simuladores de treinamento para equipe em tempo real e um sistema integrado de operação e manutenção. A expectativa é de que inauguração aconteça em março de 2021, atingindo 14 estados, 49 subestações e impactando 5.332 quilômetros de linhas de transmissão.

Neste momento está em curso a fase arquitetônica do projeto, com as obras iniciando até o fim deste ano, o que representará um espaço cinco vezes maior do que as instalações atuais. Segundo a companhia, o resultado permitirá uma rápida compreensão e visão precisa da situação operativa, além de ampliar a capacidade de atuação e o desempenho da equipe, conferindo maior confiabilidade ao sistema.

Entre as novidades do novo COT está o uso de sistemas com alarmes inteligentes que permitem suportar as tomadas de decisões em tempo real. Com isso, será possível identificar de forma mais eficiente qualquer tipo de interferência que ocorrer nas LTs, assim como a localização, facilitando a atuação do operador e o acionamento da equipe de manutenção para as devidas intervenções.

Bruno Isolani, gerente de operação da Neoenergia, explica que o aumento da incerteza e complexidade da operação demandaram a necessidade de integrar grande volume de informações e  que todo o sistema projetado vem com intuito de suportar estas decisões em tempo real, principalmente em condições degradadas, durante e após grande grandes distúrbios.

Ele conta que a atuação das equipes será otimizada pela adoção do conceito de interface homem máquina (IHM) de alta performance. Baseada em modelos utilizados na aviação, a inovação usará telas minimalistas que facilitam a identificação de um determinado problema. “O resultado é um operador que poderá tomar decisões mais rápidas e assertivas, pois o modelo é desenvolvido de forma a chamar a atenção do que precisa ser resolvido”, explica Isolani.

As tecnologias no COT incluem ainda um cockpit de operação, onde será possível visualizar todas as ações em andamento, as executadas e as planejadas. Dessa forma, as intervenções preventivas e de manutenção nas linhas podem ser programadas. Os colaboradores contarão ainda com simuladores para treinamento, o que proporcionará aumento das habilidades técnicas e psicológicas, ganho de experiência durante situações severas, gerando aumento de eficiência e aperfeiçoamento na qualidade de prestação dos serviços.

Vale lembrar que os profissionais da empresa já contam com a tecnologia remota telecomandada por voz, por meio de um dispositivo integrado ao capacete, que permite a comunicação instantânea por voz enquanto compartilha a visão do mantenedor com os operadores do COT, que acompanharão as manobras operacionais a distância e em tempo real.