Renováveis devem acelerar recuperação econômica na AL e Caribe

Ação da Irena e Olade prevê incentivar investimentos na região no pós pandemia de covid-19 com base em memorando de entendimento existente, assinado em 2012

A Agência Internacional de Energia Renovável e a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) acordaram em fortalecer os laços para colocar a transformação de energia renovável no coração da recuperação econômica da América Latina e do Caribe após o surto de covid-19. Esses esforços estão baseados em um Memorando de Entendimento existente entre as organizações que foi originalmente assinado em 2012.
Na avaliação das entidades, acelerar o desenvolvimento de energia sustentável pode fornecer às regiões uma estratégia de longo prazo para enfrentar a desigualdade social, promover o acesso à energia e segurança energética. As fontes renováveis ​​também podem estimular o crescimento da utilização de tecnologia limpa nos setores industrial, agrícola, manufatureiro e de transporte, enquanto reduzem as emissões de carbono na região em 21% até 2030 em comparação com os níveis atuais.
Nesse contexto, informaram as entidades em comunicado, promoverão investimentos e financiamentos em energia renovável, bem como a integração energética na região.
A publicação da Irena Global Renewables Outlook, aponta que ao promover essas ações  ​​na América Latina e no Caribe podem ser criados mais de três milhões de empregos na região até 2050, oferecendo retornos econômicos entre US$ 3 e US$ 8 dólares para cada dólar investido. As necessidades de investimento na região são estimadas em US$ 45 bilhões por ano entre hoje e meados do século, um valor que representa aumento de mais de 10% em relação aos planos e políticas atuais, se aplicados como o indicado.
A Declaração de Lima, aprovada durante a Reunião de Ministros da OLADE em novembro de 2019, estabeleceu a complementaridade e a integração de energia como uma prioridade regional, promovendo a criação e revitalização dos mercados regionais de energia, incluindo a renovável. Além disso, a declaração ratificou o compromisso assumido pelos países membros da entidade em harmonizar a transição energética com o crescimento econômico e a redução das emissões de gases de efeito estufa, em consonância com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Apesar da exploração das fontes renováveis em crescimento, as instituições apontam que os países da América Latina ainda possuem um vasto e inexplorado potencial. Há  mercados robustos, o que resulta em um destino atraente para desenvolvedores e investidores de projetos que buscam diversificação geográfica e investimentos limpos.
A capacidade regional total aumentou cerca de 12 GW na região. O relatório ‘Future of Solar Photovoltaic’ da agência internacional de energias renováveis destacou que a capacidade de energia solar da região sozinha poderia crescer em um fator de 40 até 2050 para mais de 280 GW, graças a uma “abundante dotação de recursos e políticas facilitadoras fortes. Além disso, geotérmica, eólica e bioenergia desempenham um papel cada vez mais importante no mix energético de baixo carbono da região”.