Produção partilhada de petróleo chega a 29 mil barris ao dia em julho

Parcela média diária da União nos três contratos foi de 6,9 mil bpd, segundo a Pré-Sal Petróleo (PPSA)

Os três contratos de produção de petróleo e gás em regime de partilha prospectaram 29 mil barris por dia (bpd) em julho deste ano, resultado 37% inferior ao registrado no mês anterior. A retração reflete a parada programada de 20 dias de Mero para execução de operação de pull-out da linha de 8 polegadas, o que fez a produção da área ficar em 10 mil bpd em julho, contra 26 mil bpd no mês anterior, indicam os dados do Boletim Mensal de Contratos de Partilha de Produção elaborado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).

Divulgado nesta sexta-feira, 11 de setembro, o levantamento mostra que a parcela média diária de petróleo da União nos contratos também foi menor do que a registrada em junho, mas não na mesma proporção, ficando em 20,6%, devido ao impacto da retração na produção de Mero atenuado por um aumento de 12,5% no excedente do Entorno de Sapinhoá em relação ao mês anterior – reflexo de uma menor recuperação de custos, que influenciou o percentual da União sobre a produção de julho.

A federação contou com 6,9 mil bpd em julho, sendo 5,4 mil bpd no Campo de Entorno de Sapinhoá, 1,5 mil bpd na Área em Desenvolvimento de Mero e 42 bpd no Sudoeste de Tartaruga Verde.  Desde janeiro de 2017, início da série histórica, a prospecção acumulada das três regiões é de 41,5 milhões de barris de petróleo. Desse total, a União teve direito a 6,7 milhões de barris.

Gás natural  – A produção total média diária de gás do consórcio e da União foi de 263 mil m³/dia nos dois contratos com aproveitamento comercial do insumo, sendo 180 mil m³/dia no Entorno de Sapinhoá e 83 mil m³/dia no Sudoeste de Tartaruga Verde, aumento de 1,15% em comparação a junho deste ano. Na ocasião, a produção totalizava 260 mil m³/dia.

A parcela diária no mês foi de 117 mil m³/dia, referente aos contratos de Entorno de Sapinhoá (116.475 m³/d) e de Sudoeste de Tartaruga Verde (315 m³/d), o que reflete uma elevação de 20,6% quanto ao mês anterior, puxado pelo Entorno de Sapinhoá.

O gás natural produzido em Mero, com alto teor de CO2, está sendo injetado no reservatório para um efetivo aumento da produção de petróleo, sem previsão de aproveitamento comercial até o momento. Acesse o Boletim completo nesse link.