Energia injetada na rede da Neoenergia sobe 1,33% no terceiro trimestre

Em nove meses, há recuo de 2,5%, impactado pela pandemia

A energia injetada na rede das distribuidoras da Neoenergia subiu 1,33% na comparação com o mesmo período de 2019 e ficou em 16.307 GWh. Nos nove meses do ano, o valor é de 48.851 GWh, recuando 2,5% devido a pandemia de Covid-19.

Na Coelba (BA), que teve recuo de 1,13% na energia injetada, a classe residencial teve aumento de 5% no trimestre e rural, de 1,2%, enquanto a classe industrial e os consumidores livres juntos somaram aumento de 0,6%. Por outro lado, a classe comercial teve uma queda de 18,8% e a de Poder público/ Outros caiu 10,7%. Em nove meses, a energia injetada teve  queda de 4,26%. A Celpe (PE) teve aumento de 1,43%, com as classes residencial e industrial+livre registrando altas de 7,6% e 2,8%, respectivamente. A rural cresceu 0,6%. Na classe comercial o tombo ficou em 17,5% e no poder público, de 5,3%. Até setembro, a queda na injeção de energia é de 0,94%.

A energia injetada na rede da Cosern (RN) teve queda de 1,28% no trimestre m em nove meses, de  2,25%. Na classe residencial, houve aumento de 6,7% e na industrial, de 5,7%. Já na classe comercial, o recuo ficou em 22,2%. Quem também teve queda foram as classes rural, com 1,8% e a do poder público, com 8%. A Elektro (SP) foi a que teve maior aumento na rede no trimestre, com 5,29% e baixa de 1,68%. A classe residencial cresceu 11,9% e a rural, 5,4%, esta última devido a irrigação. As quedas ficaram com a classes industrial, com baixa de 0,2%, comercial, que recuou 7,3% e o poder público, com, 0,6%.

Na geração, a disponibilidade eólica está acima de 97%, alinhado com o resultado do terceiro trimestre de 2019. A energia gerada pelas eólicas subiu 0,33% no trimestre, mas caiu 6,97% em nove meses.  Na geração hídrica, o aumento no trimestre chegou a 12,74%  e no ano cresceu 6,3%. O trimestre e o ano foram impactados pela maior afluência nas bacias em relação ao período do ano anterior. A disponibilidade das usinas está conforme o programado.

Na geração térmica, a Termopernambuco teve uma queda de 77,91% no trimestre, pela menor quantidade de dias de operação. O efeito no resultado é anulado pela compra de energia a PLD inferior ao custo variável unitário, para suprir seus contratos de venda. No terceiro trimestre foram 67 dias a mais de parada que no mesmo trimestre de 2019. Em nove meses, a variação é de 36,52%.