Santander aumenta para seis anos prazo para financiamento de GD

Vencimento da primeira parcela também é ampliado de 90 para 120 dias. Novos prazos servem para todos os segmentos e pessoas físicas

A Santander Financiamentos decidiu alongar de 60 para 72 meses ou seis anos o plano de pagamento de equipamentos fotovoltaicos. Outro estímulo à adoção da chamada “energia limpa” é a ampliação de 90 para 120 dias do período de carência para o vencimento da primeira parcela. Os novos prazos atendem a empresas de todos os segmentos e tamanhos, além de pessoas físicas que planejam instalar o sistema em casa. Para ter acesso às linhas de financiamento não é necessário ser correntista Santander. As medidas da financeira do Santander Brasil são resposta a um estudo de mercado que aponta o prazo de 120 dias como o tempo adequado para começar a pagar o financiamento, enquanto se aguarda por trâmites como importação dos equipamentos, disponibilidade e instalação completa do sistema.

De acordo com Fabio Mascarin, superintendente de Estratégia de Negócios da Santander Financiamentos, foi identificado que o prazo de quatro meses corresponde, em geral, ao intervalo entre a decisão de compra do sistema solar e sua instalação, permitindo que o cliente só comece a pagar as parcelas quando já tiver reduzido seu custo com o consumo de energia elétrica. O executivo ressalta que o contraente não precisa ser correntista Santander para ter acesso à linha. Outro ponto a destacar é que o custo do financiamento permanece inalterado, com taxas a partir de 0,79% ao mês.

Como parte dos seus compromissos com o meio ambiente, o Santander busca incentivar a adoção de fontes de energia limpa em todo o Brasil. O banco é líder no financiamento fotovoltaico no país, com 42% de participação de neste mercado. Em 2019, a Santander Financiamentos realizou, em média, 2,5 mil contratos por mês, 60% com empresas e 40% pessoas físicas. A financeira trabalha, hoje, com mais de 700 distribuidores e integradores de sistemas de geração distribuída solar habilitados a fazer a venda e o financiamento diretamente ao consumidor final.

Além da crescente conscientização sobre os benefícios ambientais, Mascarin lembra que a escolha de empresas e famílias pelo fotovoltaico permite uma economia na conta de luz que chega a 90%. Além disso, o tempo de vida útil de equipamentos fotovoltaicos é de, no mínimo, 25 anos, ainda muito superior aos 72 meses do financiamento. Fabricantes apontam que o tempo médio de retorno do investimento na geração de energia dentro das unidades consumidoras é de cinco anos, em média, e pode ser ainda menor em estados e municípios que oferecem benefícios fiscais para a implantação.