Light contrata advisor para alienação de Belo Monte e outras participações

Estratégia da companhia é seguir com desinvestimento em ativos sem controle integral e focar na gestão operacional e recuperação de clientes e recebíveis

A Light afirmou que irá seguir com sua estratégia de desinvestimento em ativos não controlados integralmente pela empresa, tendo contratado já a figura de um advisor para orientação no processo de alienação das participações de 9,8% na hidrelétrica de Belo Monte e 51% na Guanhães Energia e na PCH Paracambi, informou o diretor de Finanças da companhia, Roberto Barroso, durante teleconferência ao mercado na tarde dessa sexta-feira, 13 de novembro

O executivo saudou a chegada do novo presidente Nonato Castro e do conselheiro independente e exclusivo Firmino Ferreira, ressaltando que o foco da empresa recai objetivamente em melhorias internas nas áreas de distribuição, geração, comercialização e serviços, responsáveis por 95% de seu EBTDA, e que o plano voltado para a realidade de deterioração da concessão nos últimos anos será rediscutido com o novo quadro diretivo.

Também presente na teleconferência, Firmino disse que encontrou uma Light acima de suas expectativas, reconhecendo a existência de um trabalho bem feito e outro a ser concluído, referindo-se a recuperação econômica da companhia e a missão de melhorar os resultados operacionais a partir da gestão interna, combate as perdas e na recuperação de clientes situados em áreas consideradas de risco e em recebíveis.

“Em relação a perdas o que buscamos é que se tenha o reconhecimento integral daquilo que acontece no estado, onde o poder paralelo tem avançado nos últimos anos, dificultando o trabalho da concessionária em várias frentes”, avalia, destacando a Consulta Pública nº 35 aberta pela Aneel para discutir um novo algoritmo que avalie o coeficiente de eficiência na distribuição de energia conforme a realidade de casa concessão.

“Queremos ter condições de controle para resgatar a autoridade da concessão e que a conta dos demais reduza com a incorporação de outros clientes que hoje estão fora dessa contribuição permanente. É muita transpiração para acrescentar novos tijolos à essa construção, mas continuo sendo movido por desafios e saí de uma zona de conforto exatamente para isso”, finaliza Ferreira, referindo-se a sua renúncia ao cargo de conselheiro da Equatorial Energia.