WEG prevê forte onda de investimentos em eólicas

Máquina de 4,2 MW é aposta da fabricante para novos contratos

A fabricante de equipamentos WEG tem a expectativa que nos próximos anos haverá um robusto ciclo de investimentos na fonte eólica no Brasil. Em teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, o Diretor Administrativo e Financeiro e de Relações com Investidores, André Rodrigues, revelou que a empresa tem direcionado os esforços para o desenvolvimento da nova máquina de 4,2 MW. Caso a onda de investimentos se confirme, o executivo vê impacto direto na carteira de pedidos. “O trabalho agora é para capturar essas oportunidades nesse segmento”, explicou.

A WEG fechou contrato de fornecimento de 43 desses aerogeradores para a Aliança Energia, o que vai trazer receitas nos anos de 2021 e 2022. Segundo o Gerente de Relações com Investidores, André Menegueti Salgueiro, o discurso do presidente norte-americano Joe Biden em prol das renováveis é positivo, embora o país já invista bastante na área nos últimos anos. A WEG também atua na América do Norte na área de renováveis e, segundo Salgueiro, tem uma posição de mercado. “Estamos investindo para continuar atendendo esse segmento tanto nos Estados Unidos quanto no México”, avisa.

Ainda de acordo com Salgueiro, os resultados na América do Norte por meio da WEG Transformers USAM vem sendo positivos, com crescimento acima da média, o que motiva mais investimentos. “Estamos construindo uma terceira planta para abrir mais espaço para renováveis, mas também para o mercado de transformadores industriais, um mercado que a WEG ainda não endereça nos EUA”, promete.

Rodrigues alertou sobre um eventual gargalo na produção causado por problemas em importações que envolvem a China e o transporte de navios, que veio se desenhando desde o fim do ano passado. Para debelar esse gargalo, a WEG aumentou os estoques, o que não a deixou em situação complicada. “O que está chegando chega com atraso, mas temos um nível  de estoque que nos permite operar sem comprometer as entregas dos clientes”, salienta.

Na mobilidade elétrica brasileira, Rodrigues vê avanço nos pontos de recarga, com a efetivação de parcerias entre agentes público e privados. “Isso é um negócio que vai criar boas oportunidades para a WEG no futuro”, frisa. A WEG faz parte de um consórcio que envolve a MAN e a Volkswagen Caminhões e Ônibus para a fabricação do primeiro caminhão leve 100% elétrico do Brasil. A primeira entrega está programada para o segundo trimestre de 2021.