CMSE reduz despacho térmico fora da ordem de mérito

Geração térmica e importação continuam mas limite recuou de 16.500 MW médios para até 15.000 MW médios face melhora das condições de armazenamento

Na reunião da última segunda-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico determinou que a manutenção do despacho fora da ordem de mérito, mas com limite menor. De 16.500 MW médios, passou para até 15.000 MW médios ao longo do mês, contemplando a geração termelétrica total das usinas despachadas pelo ONS, já acrescidos dos montantes porventura importados.

O objetivo continua a ser o de reduzir a degradação dos armazenamentos dos reservatórios equivalentes das usinas hidrelétricas e manutenção da governabilidade das cascatas hidráulicas. Essa decisão deve-se à elevação do nível de armazenamento nos reservatórios equivalentes em grande parte do País, devido ao elevado volume de chuvas verificado no mês de fevereiro.

“O cenário, entretanto, ainda merece atenção, fato evidenciado pela permanência de afluências abaixo da média histórica em todos os subsistemas, com exceção do Sul, além de ter sido configurada, nos últimos meses, a pior afluência no SIN em 91 anos de histórico para o período de setembro a fevereiro”, apontou o CMSE em nota.

E acrescentou que sobre a previsão para os próximos dias, foi destacada a perspectiva de manutenção do valor acima da média das precipitações em grande parte da área central do País, o que deverá se refletir em aumento das chuvas em importantes bacias, como Tocantins, Xingu e Paranaíba. Ademais, os bons volumes pluviométricos devem permanecer até o final do mês de março.

Em paralelo, o colegiado limitou o preço máximo de importação de energia elétrica sem substituição a partir da Argentina ou do Uruguai, nos moldes do § 13, do art. 1º da Portaria MME nº 339/2018, ao Custo Variável Unitário da Usina Termelétrica Termomacaé, referência utilizada pelo ONS na construção das curvas referenciais sobre despacho fora da ordem de mérito (curva amarela) aprovadas pelo CMSE para 2021.

O CMSE lembrou que essas decisões continuarão a ser reavaliadas periodicamente em reuniões técnicas, privilegiam o uso dos recursos termelétricos mais baratos, conforme necessidade, concomitantemente à esperada recuperação do armazenamento dos principais reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Sul ao longo da estação chuvosa em curso.
Na reunião ainda foi realizada apresentação pela Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), contemplando o cronograma para a chegada e instalação dos novos transformadores em Macapá, o que possibilitará o restabelecimento da configuração original da subestação. Foram também mencionadas as ações em curso com vistas ao transporte de mais um transformador até aquela subestação, a ser utilizado como reserva em substituição à geração térmica adicional, o que está previsto a ser realizado pela empresa até o final de maio.