ABGD projeta GD solar em 10 GW em meados de 2022

Entidade estima que o marco regulatório do segmento seja votado na Câmara dos Deputados ainda esta semana

O volume de potência instalada de solar na modalidade de geração distribuída pode dobrar de tamanho entre 18 a 20 meses. Essa é a perspectiva da Associação Brasileira de Geração Distribuída, que aponta a necessidade de o setor ter uma lei específica para o segmento. Essa estimativa se coloca como uma aceleração dos investimentos uma vez que os 5 GW foram alcançados semana passada, cerca de nove anos após o estabelecimento da Resolução Normativa Aneel no. 482, de 2012.

De acordo com o presidente do Conselho da ABGD, Guilherme Chrispim, a tendência é de que os investimentos continuem avançando. Ele lembra que qualquer previsão é uma opinião que pode ser facilmente superada. Até porque, lembra, há nove meses a potência estava em 3 GW. Ou seja, houve expansão de mais de 65% nesse período.

“Acredito que possamos chegar a 10 GW de GD em mais 18 meses ou no máximo no final de 2022. Claro que isso tudo depende do que nós vamos fazer com o que temos no momento. Há uma discussão no momento da nossa necessidade de um projeto de lei 5829 no Congresso Nacional. As resoluções da Aneel nos ajudou, mas o setor precisa de amadurecimento para o próximo passo, uma lei que regule o setor dando segurança jurídica”. disse ele em entrevista no CanalEnergia Live desta segunda-feira, 15 de março.

Chrispim disse que a expectativa é de que o PL que introduz o marco regulatório da GD no país seja colocado em pauta e votado ainda esta semana. Segundo ele, a proposta é equilibrada e atende aos interessados de forma geral. Ele ressaltou ainda o viés social da medida em um momento de pandemia, ainda mais com a necessidade de criação de empregos e geração de renda no país. Além de citar a questão da sustentabilidade da fonte.

Em sua análise, o marco dos 5 GW é um número importante mas que já ficou para trás. A solar nesta segunda pela manhã já apresentava 5,04 GW. “Minha leitura é que isso evidencia que esse modelo funcionou e funciona bem, por isso, o crescimento. Temos no Brasil diversos desafios, como a nossa dimensão continental e temos uma virtude enorme que é o índice solarimétrico bom em todo o país. Se a gente soma as virtudes e necessidades, é normal que continue crescendo”, finalizou.