IPO da Compass só depois da Raízen e no momento certo, diz executivo

Janela de oportunidades e ESG tornam Raízen mais atrativa para operação de mercado

O IPO da comercializadora Compass, que é de propriedade da Cosan, deverá ser realizado apenas após o da Raizen, empresa que também faz parte do grupo. Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, 16 de março, o CFO da empresa, Marcelo Martins, revelou que a operação será feita apenas quando o mercado estiver favorável e em época distinta de outros IPOs do grupo, de modo que a empresa faça uma melhor gestão do processo. “Como a gente não gosta da ideia de ter duas operações do grupo no mercado no mesmo momento, o timing seria primeiro a Raízen e depois possivelmente a Compass”, explica.

Outro fato que pode atrasar o IPO da Compass é a compra da Gaspetro, na qual a comercializadora é uma das interessadas. A previsão era que o IPO da Compass fosse realizado no ano passado, mas, segundo Martins, o mês de setembro foi muito ruim, com muita volatilidade, o que acabou inviabilizando a operação no mercado financeiro.

Ainda de acordo com o executivo, a Raizen no momento tem um ‘timing’ de mercado melhor e reúne predicados que atraem os investidores, em especial o ESG. “A Raízen no momento é um grande player global de ESG, o timing é o ideal para que faça a captação” , ressalta. O executivo sugeriu que o IPO da Raízen pode acontecer nos próximos meses, mas não deu mais detalhes.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou no início do ano compra da Biosev pela Raízen, controlada pela Cosan. A operação incluiu cogeração de energia, com capacidade de exportação de até 1,3 GWh de energia elétrica/ano.