CGT Eletrosul termina 2020 com lucro de R$ 1,8 bilhão

Ano consolidou unificação de CGTEE e Eletrosul. Plano prevê investimentos de R$ 2,3 bilhões até 2025

O lucro líquido da CGT Eletrosul ficou em R$ 1,8 bilhão em 2020 e a disponibilidade imediata líquida alcançou R$ 1,2 bilhão. De acordo com a estatal, o último ano consolidou a determinação da Eletrobras de unificação de suas duas subsidiárias na região Sul do Brasil, a CGTEE e a Eletrosul, originando, assim, a CGT Eletrosul. As sinergias administrativa, operacional, econômica, financeira e, principalmente, tributária decorrentes dessa reorganização societária impactaram favoravelmente o balanço de 2020.

A Eletrobras saneou a CGTEE, capitalizando a dívida que detinha junto à mesma, no valor de R$ 4,7 bilhões, e criou condições financeiras para recuperação operacional da Termelétrica Candiota III (Fase C), aportando mais de R$ 300 milhões.

O lucro líquido de R$ 1,8 bilhão reflete os efeitos da unificação das empresas. Também foram atualizados e revisados os passivos e as provisões das duas companhias, agora congregadas. O reflexo de todos os ajustes decorrentes da unificação afetou positivamente o lucro líquido em R$ 1,1 bilhão, já subtraídos os impostos. Outro fator não recorrente que impactou favoravelmente este resultado foi a mensuração do ativo contratual da transmissão, com efeito de R$ 242 milhões.

Também em 2020, a CGT Eletrosul incorporou a Transmissora Sul Brasileira de Energia, agregando mais de R$ 80 milhões à sua Receita Anual Permitida, criando mais sinergia operacional e financeira, e melhorando indicadores. No contexto financeiro, o ano passado foi finalizado com um teste bastante relevante para a recém-constituída CGT Eletrosul. Em dezembro, foi promovida emissão de R$ 300 milhões em debêntures de infraestrutura para financiamento de autorizações de contratos de concessão de transmissão existentes.

Foi elaborado, no último trimestre de 2020, o Plano de Negócios e Gestão 2021-2025 da CGT Eletrosul – pela primeira vez, com as atividades de CGTEE e Eletrosul unificadas. O documento demonstra a sustentabilidade do funcionamento futuro da companhia, com investimentos estimados em R$ 2,3 bilhões até 2025. O segmento de transmissão deve absorver a maior parte deste valor. Além disso, a empresa tem estudos para aumentar seu parque gerador, principalmente no setor eólico. Também está nos planos a aquisição de ativos operacionais performados ainda no ano em curso, o que deve elevar a receita e a geração de caixa.