Eólica offshore entra no radar do Lactec

Apostando no desenvolvimento dos primeiros projetos no litoral brasileiro, empresa investe em equipe técnica e parcerias para ser player

Com uma possível abertura do Brasil para o segmento de eólica offshore, o Lactec já ambiciona esse mercado, que ainda não está desenvolvido no país, mas apresenta boas perspectivas futuras. O CEO da companhia, Luiz Fernando Vianna, revelou o interesse em participar de projetos dessa fonte durante o Energy Tech Talks promovido nesta quarta-feira, 12 de maio.

A eólica offshore está em um estágio muito mais avançado em países europeus, principalmente porque, ao contrário do Brasil, há muito menos áreas em solo para serem exploradas. Todavia, as boas condições dos ventos marítimos na plataforma continental e a ampla costa litorânea com mais de 7 mil km de extensão colocam o Brasil como um dos países com maior potencial de geração nessa área.

Segundo Vianna, a companhia tem todas as condições de fazer a administração dos ativos, desde o monitoramento do leito marinho até estudos de viabilidade e gestão. “O Lactec já se prepara para colocar seu know how à disposição ao mercado”, diz.

Isso porque uma das estratégias da companhia é avançar em novos mercados com parcerias com empresas, startups e universidades de dentro e fora do país. “Estamos acompanhando as mudanças do setor elétrico, do ponto de vista regulatório e dos desafios tecnológicos. A partir disso podemos pensar como as coisas ocorrerão, sempre sendo player em algumas situações e em outras buscando parceiros”.

Futuro
Essa modalidade de geração pode ser uma candidata a suprir parte do aumento da demanda energética nos próximos anos e estudos mostram que em 2019, pela primeira vez na história, o custo do megawatt-hora (MWh) ficou abaixo de US$ 100/MWh, demonstrando a boa competitividade ao longo do tempo. Hoje, a geração eólica é a terceira maior fonte em capacidade, com pouco mais de 13% de toda a potência outorgada.

O primeiro projeto de eólica offshore no Brasil foi indeferido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por falta de detalhamento do projeto. Entretanto, os palestrantes acreditam que ao longo do tempo o Brasil terá mais desenvolvimento tecnológico e um Marco Regulatório, a fim de garantir maturidade para que em pouco tempo ter os primeiros projetos operando.