P&D da Engie em armazenamento deve terminar em 2022

Programa feito em parceria com a Guascor e UFSC está sendo conduzido em três escalas diferentes e tem investimento de R$ 26,3 milhões

A Engie Brasil Energia está desenvolvendo um projeto de P&D para o armazenamento de energia com baterias de íons lítio. O trabalho conta com a cooperação da Guascor e é executado pelo Laboratório Fotovoltaica, da Universidade Federal de Santa Catarina. Iniciado em maio de 2017, o projeto tem um prazo de execução de cinco anos e orçamento de R$ 26,3 milhões. A previsão de conclusão é em maio de 2022.

O desenvolvimento dos sistemas terá três focos distintos: aplicações centralizadas de grande porte, aplicações de geração descentralizadas de pequeno porte e aplicações descentralizadas residenciais.

O primeiro contará com bateria de 1 MW. Esta bateria será instalada no site do projeto, junto à Usina Solar Cidade Azul e Central Eólica Tubarão, na cidade de Tubarão (SC). O segundo contará com dispositivos de 100 kW da chamada “primeira vida”, além de outros 100kW de “segunda vida”, instaladas no laboratório Fotovoltaica da UFSC. Na terceira, explica a empresa, as baterias são de 10 kW em residências que já contam com painéis fotovoltaicos instalados.

Outro objetivo do projeto é estudar aspectos técnicos das instalações. Segundo a EBE, uma ação é analisar como irá ocorrer a integração da geração por fontes intermitentes solar e eólica. E ainda, a despachabilidade de usinas dessas duas fontes, como ocorre a supressão de picos de demanda, a garantia de fornecimento a clientes ou serviços críticos, e ainda, a avaliação da vida útil das baterias e recarga de veículos elétricos, entre outros aspectos.

De acordo com a geradora, os resultados destas análises também poderão influenciar aspectos regulatórios do armazenamento em baterias, dadas as suas diversas funcionalidades. Por exemplo, tanto podem ser combinadas para viabilizar fontes renováveis intermitentes, quanto podem também ser usadas para prestar serviços ancilares. Além disso, em função da incerteza como classificar esse dispositivo dentro das denominações do setor elétrico (um fato que ocorre no mundo todo), a expectativa da empresa é de que os resultados da pesquisa possam nortear algumas discussões nessa questão.

Dados fornecidos pela EBE apontam que a companhia já investiu, desde 1999, mais de R$ 300 milhões em P&D em mais de 200 projetos realizados em parceria com 40 organizações. Entre elas, universidades, centros de pesquisa, outras empresas e startups.