ONS: vazões no Sudeste são estimadas em 61% da média histórica

CMO médio aumenta 7,7% na comparação com a semana passada e aproxima-se de R$ 1.100 por MWh em todo o país

A terceira revisão semanal do Programa Mensal de Operação mostra que a situação de escassez hídrica continua. Dos quatro submercados do país dois estão abaixo da metade da média histórica de 91 anos, o Sul e o Nordeste com 47% e 42% da média de longo termo. No maior subsistema do país, o Sudeste/Centro-Oeste a previsão é de 61% enquanto no Norte é estimada energia natural afluente de 82%. Em nenhum submercado o limite superior alcança a média que já é baixa em razão de estarmos em período seco.

Com os resultados de carga para o mês a cada semana houve uma desaceleração do consumo. Contudo, ainda está em alta na comparação com o mesmo mês do ano passado. A expectativa é de ficar em 3,3%. No Norte está o maior índice com 8% de crescimento seguido pelo NE com 7,6%, no sul é estimada alta de 4% e no SE/CO é de 1,2%.

Mesmo assim, a expectativa para o maior submercado ainda é aceleração de queda nos reservatórios. A nova expectativa é de 26,3%, leve decréscimo de 0,1 ponto porcentual ante o projetado para o final de julho. Para o Sul é estimado o uso de 47,1%, para o NE é de 53,9% e no Norte 80,2%. Para o fechamento do mês de agosto a previsão é de que o volume médio fique em 22,8%, no Sul é de 30,3%, no NE está em 49,7% e no Norte 73,7%.

O custo marginal de operação médio esperado para a semana operativa que se inicia neste sábado, 17 de julho, é de R$ 1.109,51 para todo o país. Esse valor representa um aumento de 7,7% quando comparado à semana anterior. Na carga pesada a projeção é de R$ 1.130,34/MWh, na média é de R$ 1.119,49/MWh e na leve R$ 1.088,46/MWh.

Com isso a previsão de despacho térmico está em 14.414 MW médios, sendo a grande maioria, ou 10.332 MW médios por ordem de mérito. Há mais 4.082 MW médios por inflexibilidade. Contudo, todas as usinas térmicas disponíveis estão sendo despachadas no país por conta do comando do CMSE de geração fora da ordem em decorrência da crise hídrica pela qual o país passa. Na semana que termina nesta sexta-feira foram 14.600 MW médios, sendo 82% por ordem de mérito, 12% por garantia energética e 5% por inflexibilidade.

Em termos de meteorologia é esperado que as temperaturas nas capitais do SE/CO e Sul estejam mais amenas. Já no Nordeste e Norte as temperaturas seguem dentro do esperado. Quanto a chuvas, permanece a condição de ocorrências fracas e isoladas no trecho de cabeceira do Iguaçu, na bacia do rio Paranapanema e na incremental a UHE Itaipu. No restante da semana as bacias hidrográficas da região Sul apresentam período de estiagem.