ONS: custo médio de operação recua 20%

Apesar da queda, valor está em cerca de R$ 2,5 mil/MWh em quase todo o país, o que coloca todas as térmicas dentro da ordem de mérito

A revisão 3 do Programa Mensal de Operação apresentou uma redução do custo marginal de operação médio de cerca de 20% para a próxima semana operativa em quase todo o país. Passou de um valor de R$ 3.044,45 para R$ 2.449,89/MWh, a exceção está no Nordeste com valor médio de R$ 2.405,76/MWh.

Essa melhoria vem na esteira de uma previsão levemente melhor da hidrologia em todo o país quando comparado aos volumes estimados na semana passada, na revisão 2 do documento do Operador Nacional do Sistema Elétrico. A estimativa é de que no Sudeste/Centro-Oeste a energia natural afluente ao final do mês alcance 59% da média de longo termo, no Sul passou para 36%, no NE é de 43% e no Norte é esperado o mais elevado, 82% da média de 91 anos.

Essa melhoria veio mesmo com a perspectiva de que a carga fique 0,2 ponto porcentual maior do que se esperava sete dias atrás. A projeção atualizada é de alta de 3,4%, resultado de aumentos da ordem de 1,6% no SE/CO, 5,5% no Sul, 7,4% no NE e de 4,2% no Norte.

O ONS explica que a diminuição das restrições locais em função do avanço na vacinação tem provocado uma melhora nas condições de demanda com impacto mais forte, que a esperada no início do ano, na recuperação da economia brasileira. E ainda cita o aumento recorde das vendas internacionais, que tem estimulado a criação de empregos e o setor industrial que tem se mantido em patamares elevados principalmente aquelas indústrias voltadas para exportação.

Em termos de meteorologia, foi registrada chuva fraca no leste do Paraná, na bacia do Iguaçu e em pontos isolados da incremental a UHE Itaipu e do Paranapanema. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN permaneceu a estiagem. Já a previsão para os próximos sete dias é de chuvas nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai, Iguaçu e incremental a UHE de Itaipu.

O nível dos reservatórios continuam a reduzir seus volumes e a situação mais pressionada no SE/CO cuja previsão indica encerrar agosto com 21,7% de sua capacidade de armazenamento máximo utilizada. No Sul o índice é de 26,8%, no NE está em 49% e no Norte 72,4%.

Por fim, a previsão de despacho térmico é de 17.187 MW médios, são 5.683 MW médios por inflexibilidade e os 11.504 MW médios por ordem de mérito. Bom lembrar que vigora a autorização do CMSE para o despacho fora da ordem de mérito de todas as usinas térmicas no país por conta da crise hídrica no país.