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O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (Senai-RN) e a indústria de veículos Selvagem assinaram nesta quinta-feira, 9 de setembro, um acordo de cooperação para desenvolvimento do primeiro buggy elétrico do estado. Segundo as partes o projeto é idealizado desde 2020 e a expectativa é de ganhos ambientais, tecnológicos e econômicos para passeios turísticos no litoral nordestino.

A estrutura do veículo está pronta na fábrica de 45 anos da empresa e receberá a adaptação mecânica da carcaça para implementação do motor elétrico e as baterias que irão alimentar o primeiro veículo. “Vamos desenvolver um protótipo em condições reais de rodar nas ruas, com a tecnologia para a Selvagem colocar como um modelo em sua linha comercial”, disse o diretor do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis e do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis, Rodrigo Mello, à Agência CanalEnergia.

Os equipamentos já começaram a ser buscados junto a fabricantes. Questões como quando o projeto será concluído e estará nas ruas ou nas dunas potiguares só deverão ser respondidas no decorrer dos trabalhos. No entanto, Mello aponta uma previsão para final de 2022 e que o veículo deverá ter uma autonomia mínima de 200 km, levando em consideração as rotas turísticas no estado.

A demanda potencial, entretanto, já existe e dá sinais à indústria. “Todos os dias alguém nos procura em busca desse buggy”, diz o fundador da Selvagem, Marcos Neves, observando que a expectativa é atender ao “mercado do futuro” que se abre no país, em áreas que a fábrica já abastece e em outras onde o interesse poderá surgir.

Segundo ele, a procura se manifesta atualmente dentro do Rio Grande do Norte e em Fernando de Noronha (PE), onde um decreto proíbe a entrada de veículos tradicionais com motor a combustão a partir de 2022 e a circulação dos que já existem a partir de 2030. O arquipélago não tem nenhum buggy elétrico cadastrado em seu sistema.

Além dos ganhos ambientais, quando finalizado, o projeto irá proporcionar uma redução de custos para 715 bugueiros credenciados pela Secretaria de Turismo do estado, atuando nos municípios pólos de Baía Formosa, Tibau do Sul, Natal e Extremoz. Entre os custos operacionais da atividade estão gastos com combustível, que giram em torno de R$ 80 a R$ 100 reais por passeio – e poderão ficar para trás a partir do veículo elétrico.

“Nosso setor turístico vive de belezas naturais, vegetação e ar puros, o que não condiz muito com o alto ruído alto dos buggys e com o momento de buscar opções mais sustentáveis”, complementa Rodrigo Mello.

Delegações do projeto

O desenvolvimento do primeiro buggy elétrico na indústria potiguar integra o Projeto Verena, que o Senai-RN e o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) executam desde 2018 no Brasil com a Câmara de Indústria e Comércio da cidade de Trier, da Alemanha. A iniciativa também conta com a colaboração do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A parte do Senai ficará responsável pelo desenvolvimento do uso da tecnologia e a integração dos componentes elétricos e mecânicos do veículo. À UFRN caberá a parte de inteligência da eletrônica, o que inclui toda a parte de controle, acionamento de motor, verificação da vida útil da bateria, análise do ambiente e detecção de falhas.

Já a EIC Trier vai fornecer a tecnologia e promover o treinamento necessário para a realização do projeto. Um curso de mecatrônica automotiva de 180 horas será ministrado para a equipe envolvida, por especialistas da Alemanha. O país é o maior produtor europeu de veículos elétricos e o desenvolvimento do buggy faz parte de um conjunto maior de ações conjuntas na área de eletromobilidade.

Outra ação será a criação de um curso inédito com o CTGAS-ER para especialização de trabalhadores na conversão de carros elétricos no país. A estrutura para o curso está sendo preparada e a previsão de início é 2022.