Operação na crise hídrica traz aprendizados, diz ONS

Para ANA, Creg é medida excepcional e estratégica para o momento

A operação do sistema em plena crise hídrica vem trazendo desafios e experiências aos envolvidos. no painel ‘Transição energética e desenvolvimento sustentável”, promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base nesta quarta-feira,15 de setembro, o diretor de planejamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Alexandre Zucarato, revelou que o período tem apresentado situações excepcionais de operação, em que aparecem a necessidade de mais flexibilizações. “O grande desafio é visitar pontos de operação que nunca tinha sido visitados antes”, explica.

Segundo ele, estas novas condições têm proporcionado aprendizado e mostra novas condições de operação, mas requerem grande esforço de todas as equipes envolvidas, dentro e fora do setor. “As ferramentas que temos hoje consistem em assegurar que a solução energética é viável e assegurar que este ponto de maximização da disponibilidade energética seja eletricamente viável em um cenário novo”, avisa.

O diretor lembrou que recuperação dos reservatórios não virá em apenas um período chuvoso. Ainda segundo ele, informações novas estão sendo incorporadas à modelagem matemática do operador. É importante assegurar que o que se planejou para a operação seja verificado de maneira a se corrigir o que não está sendo executado. “No fim do dia, a vida real predomina sobre os modelos”, comenta.

Mesmo sem voto na Câmara de Regras de Excepcionais para Gestão Hidroenergética, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico tem atuado junto ao órgão. De acordo com a diretora-presidente da ANA, Christianne Dias, a Creg tem caráter excepcional e estratégico, diferindo da agência. A Creg aborda toda a produção de energia do SIN, enquanto a ANA trata dos usos múltiplos, com visão local.

Para ela, um cenário de normalidade não motivaria a criação de um fórum permanente, similar a Creg. Segundo Christianne Dias, a Creg é uma medida excepcional é já existe uma forte interação da agência com órgãos como o ONS e MME, além de vários fóruns e salas de crises. ‘A interação está acontecendo. É necessidade nossa conversarmos sempre”; observa.