Carga acelera e ONS prevê crescimento de 1,5% em setembro

Chuvas para o final do mês não apresentaram variação significativa mas reservatórios no SE reduziram o ritmo de deplecionamento

A estimativa de consumo de energia voltou a acelerar em setembro. De uma queda esperada duas semanas atrás, o indicador já aponta para um crescimento de 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2020. Essa projeção foi apresentada na revisão 3 do Programa Mensal de Operação. Segundo os dados, a expansão é liderada pelos submercados Nordeste e Norte que podem apresentar aumento de 7,4% e 6,2%, respectivamente. No maior mercado consumidor, o Sudeste/Centro-Oeste é esperado crescimento de 0,1% e no Sul queda de 1,5%.

Se as projeções se confirmarem o NE ultrapassa o Sul e será o segundo maior submercado do país por 500 MW médios. No total a carga projetada é de 70.349 MW médios em todo o SIN.

“O avanço da vacinação e a flexibilização das medidas restritivas explicam em grande parte esse resultado. Adicionalmente, a manutenção da produção Industrial em patamares elevados, também vem contribuindo para o desempenho da carga, apesar dos gargalos associados à escassez de insumos recentemente agravada por problemas de logísticas nos mercados internacionais e aumento da energia elétrica”, avalia o ONS em seu Sumário Executivo.

As vazões esperadas para o final de setembro estão em relativa estabilidade quando comparadas à projeção apresentada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico na semana passada. A estimativa consolidada para setembro é de que a energia natural afluente no SE/CO fique em 58% da média de longo termo. No Sul a expectativa é de 73%, no NE está o menor índice com 47% e no Norte o mais elevado com 77% da média histórica.

O nível de deplecionamento dos reservatórios no SE/CO desacelerou o ritmo. A expectativa da semana passada que estava em 14,9% em 30 de setembro agora é de 17,1%. No Sul, contudo, o ritmo é o oposto, deverá encerrar o período em 29,3%, no NE está mantido em 40,3% e no Norte baixou para 62%, 1 ponto porcentual a menos do que era esperado na revisão anterior do PMO.

Com esse conjunto de dados o CMO médio caiu nesta semana operativa que começa sábado, 18 de setembro. Passou de R$ 868,30 para R$ 712,80 em quase todo o país, exceto no NE que está em um patamar R$ 0,40 menor.

A previsão de despacho térmico é de que esta semana sejam verificados 14.172 MW médios, a maior parte, ou 8.348 MW médios por ordem de mérito. Há ainda 5.824 MW médios por inflexibilidade. Contudo, vigora por conta da crise hídrica o comando de despacho de todas os recursos de que o país dispõe para que possa passar pelo momento de escassez hídrica.

Já em termos de meteorologia foram registradas precipitações nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai, Iguaçu, Paranapanema e no trecho incremental a UHE Itaipu. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN permaneceu a estiagem. E a previsão para a semana que se inicia é de chuvas fracas nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e Iguaçu, além de chuviscos em pontos isolados da bacia do rio Paranapanema e do trecho incremental a UHE Itaipu.