Alta em energia segue firme e IPCA-15 de outubro fica em 1,2%

Item teve variação de 3,91% no grupo Habitação. Índice de 1,2% é o maior para o mês desde 1995

Com variação de 3,91%, energia foi dentro do grupo Habitação, o maior impacto individual do IPCA-15, divulgado nesta terça-feira, 26 de outubro. O índice ficou em 1,2% em outubro, 0,06 ponto percentual acima dos 1,14% registrados em setembro. Foi a maior variação para um mês de outubro desde 1995, que chegou a 1,34%, além da maior variação mensal desde fevereiro de 2016, de 1,42%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,3% e, em 12 meses, de 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%.

De acordo com o IBGE, a bandeira tarifária de escassez hídrica, que traz a cobrança de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos, continua impactando. No período de abrangência do IPCA-15, tanto a bandeira vermelha patamar 2 quanto a de escassez hídrica estiveram em vigor. A variação de 1,58% na região de Curitiba (PR) foi a maior das áreas pesquisadas e foi causada pela alta de 4,15% na energia e de 3,47% na gasolina.

Para a composição do índice, os preços foram coletados entre 15 de setembro e 13 de outubro de 2021 e comparados com os vigentes de 14 de agosto a 14 de setembro de 2021.