Carga continua a desacelerar e previsão é de queda em novembro, indica ONS

Vazões no Sudeste reduzem mas volume esperado está próximo da média histórica de 91 anos

A terceira revisão semanal do Programa Mensal de Operação para novembro apontou a continuidade da tendência de queda do consumo. Para a terceira versão do documento a perspectiva de carga entrou no campo negativo. A previsão é de retração do consumo em 0,3% a primeira vez em que o sinal de demanda entra na previsão de queda.

O impulsionador é o submercado Sudeste/ Centro-Oeste onde é esperada uma retração de 1,5% na comparação com novembro de 2020. No Sul a projeção é de estabilidade enquanto no Nordeste é esperado aumento de 1,2% e no Norte de 4,7%.

As vazões no maior submercado do país deixaram o patamar de mais de 100% da MLT, mas não estão longe desse nível. A nova previsão do ONS é de que a energia natural afluente nessa região fique em 98% da média histórica. Acima desse nível apenas o Norte com 176% da MLT. No Sul o volume esperado é de 59% e no NE está em 83% da média de longo termo.

Apesar de ainda estar em elevação, a previsão do nível de armazenamento de água nos reservatórios do SE recuou de 21,3% na semana passada e a nova estimativa está em 19,8%. No Sul a previsão é de fechar novembro com 55,1%, no NE é de 35,2% e no Norte é de 35,7%.

O CMO médio aumentou em cerca de R$ 20 por MWh na comparação com a semana passada. O valor é de R$ 88,23 em todo o país sendo a carga pesada em R$ 89,47, a média em R$ 88,90 e a leve R$ 87,24 por MWh.

Assim, caso não houvesse o comando de despacho fora da ordem de mérito por parte do CMSE, o volume de geração das térmicas seria de 7.002 MW médios, a maior parte por inflexibilidade com 5.026 MW médios, 1.861 MW dentro da ordem de mérito e mais 115 MW médios por restrição elétrica.