Ministro diz que custo da energia tem ficado abaixo da inflação

Albuquerque reconheceu em Rondônia que a conta está cara, mas lembrou que medidas adicionais para baixar o custo estão tramitando no Congresso

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quinta-feira, 27 de janeiro, que o governo está trabalhando para baixar o custo da energia elétrica em todo o país. Segundo Albuquerque, apesar de caro, o insumo teve variação um pouco abaixo da inflação nos últimos três anos, enquanto nos três anos anteriores o custo aumentou o dobro dos índices inflacionários.

“Medidas adicionais estão em tramitação no Congresso Nacional para que a gente tenha não só um serviço de qualidade, mas também um custo que não afete a atividade socioeconômica”, disse após participar em Rondônia da cerimônia de celebração do novo marco legal do gás natural no estado. O ministro lembrou que agora em janeiro os consumidores que conseguiram reduzir entre 10% e 20% seu consumo de energia entre setembro e dezembro do ano passado vão receber R$ 2,4 bilhões em bônus a serem descontados da conta de luz.

Ele classificou o programa de redução voluntária da demanda no mercado regulado como “exitoso”, por resultar em uma economia de R$9,6 bilhões em energia não gerada, principalmente de usinas termelétricas. E garantiu que os consumidores não devem se preocupar com a devolução, porque o valor do crédito a ser pago está registrado tanto nas distribuidoras quanto na Aneel.

Monopólio

Durante o anúncio da nova legislação que abre o mercado local de gás, o ministro destacou o impacto da queda do monopólio da Petrobras para o setor. E também a aprovação no Congresso da nova Lei do Gás, que trouxe investimentos de outros players. “Esse novo marco legal de gás propiciou que novas empresas, novos agentes participassem do processo. Até o ano passado era só Petrobras. Hoje, temos sete empresas.”

A estatal tinha descoberto há 20 anos o gás de Azulão, no Amazonas, mas por falta de recursos para investimentos nunca conseguiu produzir, disse Albuquerque. Com a abertura do mercado, o campo está sendo explorado pela Eneva, que vai levar o insumo para a térmica Jaguatirica II, em Boa Vista (RR).

O mesmo vai acontecer com o potencial da bacia do Solimões e do Amazonas, dessa vez beneficiando Rondônia, previu o ministro. Ele destacou que não é mera expectativa, por existe mesmo gás na região, e acrescentou que com a nova regulação do gás no estado foi criado um ambiente de negócios favorável a investimentos, o que tem atraído empresas.

O discurso foi reforçado pelo governador de Rondônia, Marcos Rocha, que prevê a vinda de novas indústrias. Rocha disse que já existem mais de 26 mil empresas instaladas e a expectativa e de que cheguem novos empreendimentos com a liberação do mercado de gás.