O futuro da energia

A SPIC pretende ser um catalisador da transição energética e promover a adoção do hidrogênio verde

No Brasil, temos muitos desafios e oportunidades que nos colocam frente ao debate nos principais fóruns de discussão do setor de energia, como o Enase 2022. Um dos pilares do planejamento de ações ESG dentro da SPIC, que atua em 46 países, é promover mudanças estruturais na matriz energética global.

Nosso compromisso é desenvolver novas tecnologias enquanto contribuímos para a ampliação do arcabouço regulatório sobre o assunto, apoiando a ampliação da oferta energética renovável. Neste contexto, importantes inciativas voltadas para o futuro da energia estão em nossos pilares estratégicos, um deles é o desenvolvimento de uma planta de fabricação de hidrogênio verde a partir da energia solar fotovoltaica nas dependências da Usina Hidrelétrica São Simão, em Goiás. Essa iniciativa está sendo desenvolvida em parceria com o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (CEPEL), da Eletrobras, e o State Power Institute (ISEST), da SPIC Global, com objetivo de fomentar o estudo e a pesquisa em energia inteligente (smart energy) entre o Brasil e a China.

Buscamos constantemente promover o intercâmbio entre laboratórios de inovação e engenheiros brasileiros e chineses, para “tropicalizar” soluções, trazendo avanços para a realidade do nosso país e, com isso, conduzir projetos-piloto que serão pontos de partida para o lançamento de soluções comerciais.

A SPIC pretende ser um catalisador da transição energética e promover a adoção do hidrogênio verde. Como sabemos, o Brasil tem vantagens comparativas muito interessantes, a começar pela abundância de recursos naturais renováveis e pela competitividade da eletricidade renovável. As oportunidades, no curto prazo, são voltadas para exportação do hidrogênio verde a países como por exemplo, a Alemanha, que já sinaliza interesse em promover leilões internacionais. No médio prazo, avaliamos a utilização do hidrogênio verde em setores estratégicos da economia brasileira, como produção de aço verde, ou na utilização da amônia verde como matéria-prima para fabricação de fertilizantes. Essa seria uma grande oportunidade para o Brasil, pois poderá reduzir os custos de importação desses insumos.

O Brasil tem uma das energias renováveis mais competitivas do mundo. Atualmente o hidrogênio é obtido (99%) por meio de processos que utilizam combustíveis fósseis. Por outro lado, importamos fertilizantes que podem ser produzidos localmente, a partir da amônia verde, junto com setores importantes como a agroindústria. Podemos otimizar nossa competitividade lá fora com aquilo que o mundo busca, que é seguir as metas de descarbonificação do planeta até 2050 e por que não muito antes? Estamos muito bem-posicionados para avançar.

Há demanda também para soluções para o mercado brasileiro, mas é necessário desenvolver e aplicar essas soluções no médio prazo, para torná-las escaláveis. Também precisamos participar da construção da regulação do hidrogênio no Brasil. Participamos de grupo de estudo dentro do Ministério de Minas e Energia, com nossas contribuições, para desenvolver uma regulação bastante clara para o hidrogênio: como transportar, como armazenar, como a produção será taxada etc.

No sentido de mostrar as oportunidades que o Brasil nos oferece sabemos que a energia solar é uma fonte fundamental para a transição energética, visando a economia de baixo carbono, por isso também destaco nossa participação majoritária de 70% em dois projetos solares greenfield a serem instalados no Nordeste brasileiro. Em parceria com a Canadian Solar, vamos investir mais de R$ 2 bilhões em usinas solares com capacidade de geração de 738 MW de potência, com entrada em operação estimada até o final de 2023. Os projetos estão entre os maiores no segmento de geração solar no Brasil, cobrindo uma área de aproximadamente 2.200 hectares, com capacidade de gerar eletricidade equivalente ao consumo anual para mais de 900 mil casas.

O futuro da energia sustentável tem pressa e estamos otimistas na capacidade nacional de liderar essa transição. Seguimos trabalhando, debatendo e investindo na construção de um futuro promissor para a energia do Brasil e do mundo.

 *Adriana Waltrick é presidente da SPIC Brasil, mestre em Administração de Empresas, Adriana possui MBA pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology – EUA), Especialização em Applied Data Science pela Universidade de Berkeley (EUA) , em Finanças, Logística e Mestrado em Administração de Empresas pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). É Conselheira de Administração certificada pelo IBGC.

(Nota da Redação: Conteúdo patrocinado produzido pela empresa)