Nordex tem prejuízo de 150 milhões de euros no primeiro trimestre

Vendas somaram 933 milhões de euros e carteira de pedidos total soma 9,3 bilhões de euros

O Grupo Nordex registrou perdas de 150,5 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022. O resultado é quase 100 milhões de euros pior que o reportado no mesmo período do ano passado. O resultado Ebitda ficou em negativo em 88,9 milhões de euros ante os 10,4 milhões positivos de 2021.

Essa redução deve-se à reconfiguração da produção. Ajustado por esses custos não recorrentes, o Ebitda foi de 52 milhões de euros e a margem ajustada foi de 5,6% negativos ante 0,8% de 2021. A Nordex explica que a rentabilidade foi impactada por maiores custos de matéria-prima e logística.

A companhia gerou vendas de 933 milhões de euros contra 1,2 bilhão de 2021. Segundo a empresa, a tendência nas vendas é atribuída a uma mudança planejada na produção para diferentes pás e menor produção de instalação relacionada ao clima.

O Grupo Nordex instalou 197 aerogeradores em 12 países com uma potência agregada de 867 MW no primeiro trimestre de 2022. No trimestre do ano anterior foram 381 aerogeradores com potência agregada de 1.453 MW em 19 países.

Em termos de capacidade instalada, 82% foram atribuídos à Europa, 10% à América do Norte e 8% à América Latina. Como resultado de números de instalação mais baixos, as vendas no segmento de Projetos caíram 28,4%, para 819,8 milhões de euros no período.

Em contraste, o segmento de Serviços continuou sua tendência positiva com um aumento nas vendas de 7,1% para 115,7 milhões de euros.

A produção e montagem de turbinas ficou exatamente no nível alcançado no primeiro trimestre do ano anterior 304 unidades. Já em potência ficou em 1.300 MW aumentando 15%.

A companhia produziu 270 pás de rotor e fornecedores externos fabricaram 702 pás adicionais de acordo com os projetos e especificações da Nordex.

Apesar do resultado, a empresa aponta que registrou demanda positiva comparável ao trimestre do ano anterior nos primeiros três meses de 2022. A entrada de pedidos (excluindo o segmento de Serviços) atingiu 903 milhões de euros. Desse volume de pedidos, 89% foram atribuídos a dez países da Europa e 11% à região do relatório da América Latina.

Os maiores mercados individuais foram Finlândia, Alemanha, Croácia e Peru. No final do trimestre, o segmento de Projetos registrou uma carteira de pedidos de 6,3 bilhões de euros. Isso representa um aumento anual de cerca de 24%. Já a carteira de pedidos no segmento de Serviços aumentou 7,2%, para 3 bilhões de euros. A carteira de pedidos total para ambos os segmentos chegou a 9,3 bilhões de euros ante 7,9 bilhões do ano passado.