Tradener e Compagas operacionalizam primeiro contrato de gás importado em Novo Mercado

Empresas realizaram de forma pioneira projeto-piloto, com suprimento de 10.000 m³/dia

A Tradener e a Compagas tornaram operacional nesta semana o primeiro contrato de compra e venda de gás natural no âmbito da “Nova Lei do Gás”, mediante importação da Bolívia para entrega a consumidores locais. Durante dez dias as empresas realizaram de forma pioneira um projeto-piloto, com suprimento de 10.000 m³/dia, demonstrando a plena viabilidade operacional deste tipo de operação, apesar de ser uma novidade para todos os envolvidos. O presidente da Tradener, Walfrido Avila, destacou a complexidade da operação, que até então envolvia apenas agentes estatais e agora foram verificados e implantados todos os passos necessários para tornar realidade o Mercado Livre de Gás.

A operacionalização envolveu desde a aquisição do gás pela Tradener, da estatal boliviana YPFB, sua importação para o Brasil, transporte em gasoduto pelas empresas GTB, na Bolívia, e TBG, no Brasil e a entrega para a Compagas na região de Curitiba, contando com o devido acompanhamento e orientação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Segundo Ávila, a operação contou com a colaboração de todos, o que foi imprescindível para viabilizar esse passo na abertura de mercado e democratização do acesso pelos consumidores brasileiros, transformando a previsão legal em realidade em pouco mais de um ano.

O volume de 10.000 m³/dia foi definido devido à indisponibilidade de capacidade contratual de saída no gasoduto, virtualmente toda contratada anteriormente pela Petrobras em contratos antigos de transporte. A Tradener avalia que, apesar de ainda haver dificuldades a serem enfrentadas até o país alcançar liquidez em um mercado livre de gás natural, a exemplo desta restrição no transporte, a materialização deste projeto piloto prova que a legislação é viável e estabelece as condições para avançar neste objetivo.

A Tradener é considerada pioneira, com 24 anos de atuação no mercado livre de energia elétrica e manteve o pioneirismo no mercado livre do gás. Dentro das novas regras, esta foi a primeira importação de gás da Bolívia por uma comercializadora para venda à distribuidora de gás canalizado para atendimento do seu mercado regulado.

Esse ano a comercializadora paranaense celebrou contrato com a YPFB para trazer da Bolívia até 2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, para atendimento ao mercado livre brasileiro, e a concretização do contrato com a Compagas abre caminho para que mais empresas, entre distribuidoras e consumidores industriais, possam diversificar seu suprimento de gás natural.