Carga desacelera e beira a estabilidade em agosto, aponta ONS

Projeção da primeira revisão do PMO indica aumento da afluência no Sudeste com vazões equivalentes a 71% da MLT neste mês

A primeira revisão semanal do Programa Mensal de Operação para agosto aponta uma retração na previsão de carga. A estimativa apresentada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico é de uma quase estabilidade na comparação com o mesmo mês do ano passado. A nova projeção é de alta de 0,1% ante um crescimento que era estimado inicialmente em 0,6%.

O destaque na expansão quando se coloca a carga de agosto de 2021 é o Norte com estimativa de alta de 2,6%. Somente no Sudeste/ Centro-Oeste é que se espera outro aumento, de 0,1% apenas. Nos dois outros submercados a previsão é de queda, no Sul de 0,1% e no Nordeste é de 1,1%.

Em relação às afluências, a previsão é de que no SE/CO o índice seja de 71% da média de longo termo. No Norte é esperado que fique em 88%, no Sul em 81% e no NE é de 67%.

À exceção da região Norte que tem projeção de terminar agosto com um nível de armazenamento de 89,9%, todos os demais submercados seguem a tendência de redução. No maior deles em termos de capacidade, o SE/CO a previsão é de fechar 31 de agosto com 53,4%, no Sul é de 68,8% e no NE está em 75,7%.

A projeção de custo marginal de operação médio é R$ 91,12 por MWh em todo o país. A carga pesada está em R$ 92,35, a média em R$ 91,31 e a leve em R$ 90,06 por MWh.

Já em termos de despacho térmico são projetados 4.454 MW médios, todo esse volume por inflexibilidade declarada pelas UTEs. A maior parte no SE/CO com 2.581 MW médios.

Segundo a Climatempo apontou no CanalEnergia Live da última quarta-feira, a meteorologia aponta para um volume de chuvas mais volumoso no Sul do país que pode chegar até o Sudeste. Esse mês, afirmou a meteorologista Ana Clara Marques,  são esperadas varias frentes frias no decorrer das próximas semanas. E nesse sábado, especificamente, na região Sul, até a altura da bacia do Iguaçu, pode ser verificado precipitação elevada.

Por isso, deve ser verificada melhoria da previsão de Energia Natural Afluente que naturalmente não ocorre nesse período do ano, até mesmo no Sudeste. Ao longo desse mês disse, essas precipitações podem chegar ao Paranapanema e baixo Tietê e Paraná.