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Com os projetos envolvendo Geração Distribuída caminhando com expectativas positivas, a Helexia quer manter o foco na aposta no mercado da eficiência energética para se aproximar ainda mais dos clientes no segundo semestre de 2023 em 2024. Em entrevista à Agência CanalEnergia, o CEO Aurelien Maudonnet conta que desde o ano passado vem sendo feito um monitoramento desse mercado, de maneira a identificar os segmentos. Frigoríficos, indústria alimentícia e hospitais são alvos em potencial. “As grandes empresas hoje não sabem o que é eficiência energética, não sabem o quanto elas podem reduzir o consumo. Temos todo um trabalho de educação para explicar o que é um diagnóstico energético e engatilhá-las nesse conhecimento”, explica.

O executivo acredita que o Brasil deveria ter um marco regulatório na área. Segundo ele, após a crise hidrológica de 2021, com reservatórios cheios e PLD baixo, parou de se falar em eficiência energética. Mas nada impede que daqui alguns anos uma nova crise hídrica venha e o cenário de dificuldade na gestão dos custos de energia se repita. “As empresas precisam se organizar para isso”, avisa. Na Europa, Maudonnet conta que há leis que obrigam, a partir do tamanho disponíveis nas plantas, a instalação de sistemas fotovoltaicos nas indústrias.

O CEO da Helexia quer que a empresa seja a referência no tema no Brasil, já que hoje ele não vê no setor quem tenha esse título. Segundo ele, muitos clientes não possuem dados sobre o seu consumo energético. Maudonnet vê ineficiências que poderiam ser resolvidas até mesmo sem a necessidade da troca de equipamentos, o chamado retrofit. A intensificação da relação com o cliente é necessária, para que o diagnóstico seja exitoso.

A aposta é no Helexia Hub, solução desenvolvida pela própria empresa baseada e inteligência artificial. O contrato acertado com a rede de lojas Obramax – que pertence ao mesmo grupo da Helexia, do qual ainda fazem parte Leroy Merlin e a Decathlon – quer dar a largada nesse mercado. O executivo mostra-se animado com essas perspectivas, oferecendo um pacote que começa com o diagnóstico e pode culminar em soluções que vão desde a instalação de placas solares, retrofit ou até mesmo a migração para o mercado livre. “Quero poder oferecer tudo isso para ele”, revela Maudonnet, que viu um aumente no número de colaboradores na empresa no último ano.

Para Maudonnet, a transição energética deve deixar de ser vista como empecilho e sim como oportunidade de negócio. Ele relembrou a fala da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que a sustentabilidade deve ser feita não apenas porque é boa para o planeta, mas porque traz vantagens econômicas para o Brasil. Ele acredita que o Brasil tem capacidade de se reindustrializar com auxílio da cadeia solar, contanto que seja feita uma política industrial de longo prazo.

Na parte da Geração Distribuída, a mão de obra qualificada ainda é um ponto de atenção. Segundo Maudonnet, em alguns estados a dificuldade se acentuam, pela falta de parceiros menores que se ajustem aos protocolos de qualidade e segurança que a empresa demanda. “Vejo isso como uma grande dificuldade de tocar os projetos hoje, ainda mais para um player internacional como a Helexia”, avisa.