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O Brasil é um dos mercados mais empolgantes em relação a energias renováveis para a Hydro. E a adoção de fontes renováveis de energia está presente na estratégia da companhia, em alinhamento às suas metas de descarbonização e sustentabilidade. Diante deste cenário, a empresa segue atenta a todas as oportunidades de negócio neste sentido em 2023.

Para o vice-presidente sênior de relações externas da Hydro na América do Sul, Anderson Baranov, as energias renováveis têm potencial para serem competitivas, tanto do ponto de vista financeiro, como do ponto de vista ambiental, especialmente no Brasil. “O país reúne as características ideais para ser um importante agente global no mercado de energias renováveis e, no mundo atual, é impossível pensar no futuro das indústrias sem pensar em energia renovável”, disse.

Alinhada ao cumprimento do Acordo de Paris e para contribuir com a mitigação do aumento da temperatura do planeta, a Hydro firmou o compromisso de atingir emissões neutras de carbono na produção de seu alumínio até 2050. “Para atingir as metas, as operações no Brasil têm papel fundamental. Neste cenário, a mudança da matriz energética da Alunorte, a maior refinaria de alumínio do mundo fora da China, localizada no Pará, é estratégica. A Hydro está implantando uma série de ações para remover totalmente o uso do carvão na Alunorte até 2030, tornando a planta líder mundial em redução de emissões. Estão sendo estudadas outras fontes de energia para as operações, como o hidrogênio verde e uso de biomassa a partir do caroço do açaí, cuja polpa é produzida em larga escala no Pará”, ressaltou Baranov.

A descarbonização é um desafio global e a Hydro vem investindo na geração de energias renováveis, hidrogênio verde, baterias, entre outras tecnologias. Toda a infraestrutura energética da indústria e de nossa sociedade foi construída tendo como base energias de fonte fóssil. Por isso, tornar a matriz energética limpa é um processo de transição e demanda tempo. Descarbonizar não é simples, envolve soluções em tecnologia e investimentos para suprir a demanda de energia de forma confiável e economicamente competitiva. “Estamos investindo todos os nossos esforços, buscando novas fontes de energia renovável para nossas operações, pesquisando soluções verdes, tudo para atingir nossa meta de sermos carbono neutro em 2050. Para isso, nosso time está trabalhando para viabilizar alternativas de descarbonização”, explicou o executivo da Hydra.

Investimentos em geração de energia, eficiência energética e mercado livre

Segundo o vice-presidente sênior de relações externas, a Hydro Alunorte assinou dois contratos de compra de energia (PPA, na sigla em inglês) para consumo de energia solar e eólica de dois projetos. Um deles é o “Mendubim”, projeto solar de 531 megawatts (MW), que está sendo realizado em uma parceria entre as empresas de energia renovável Hydro Rein, Scatec e Equinor ASA. As empresas assinaram um PPA de 20 anos em dólares americanos com a Alunorte, que consumirá aproximadamente 60% da energia produzida. O outro é o “Ventos de São Zacarias”, um projeto de energia eólica de 456 MW. Localizado nos estados do Piauí e Pernambuco, o projeto será construído em um dos maiores clusters de parques eólicos da América Latina. “Com esses dois contratos assinados, a Hydro Alunorte pode continuar investindo na implementação de caldeiras elétricas em sua operação”, ressaltou.

Ele ainda destacou que a Alunorte que já é uma das mais eficientes em energia, está buscando várias oportunidades para substituir o carvão até 2030 e tornar-se a refinaria com as menores emissões do mundo. “As principais oportunidades sendo analisadas para determinar o melhor caso comercial são: biomassa, hidrogênio renovável e maior eletrificação, com a instalação das caldeiras elétricas”.

A Hydro também está investindo para usar nas caldeiras da Alunorte o caroço do açaí. Em parceria com a Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Pará (UFPA), a empresa trabalha na avaliação da viabilidade técnica-econômica do uso desse resíduo como combustível. Com investimento de cerca de R$ 500 mil, a pesquisa analisará os requisitos técnicos e logísticos para uso do caroço em escala industrial, além de estudar o aspecto social e ambiental do uso do caroço do açaí como um combustível renovável. A iniciativa faz parte do convênio de cooperação técnica e científica da Hydro com a UFPA e pode contribuir para o desenvolvimento sustentável da indústria paraense.

A Hydro Paragominas, mina de bauxita da Hydro no Pará, também assinou contrato para compra de energia eólica por 20 anos do projeto Ventos de São Zacarias. Além disso, a Hydro desenvolve pesquisa, em parceria com a UFPA e a Hydro Rein, sobre o uso de placas solares na Hydro Paragominas. Um dos objetivos principais é possibilitar a redução da evaporação da água dos reservatórios da planta, além de oferecer uma nova fonte de energia renovável capaz de atender parte do consumo próprio da mina. O investimento inicial no projeto é de cerca de R$ 1 milhão e a pesquisa tem duração de dois anos.

O uso de sistemas fotovoltaicos flutuantes é inovador e tem mostrado que consegue produzir mais energia que o convencional, pelo fato de manter as temperaturas das placas mais amenas. A expectativa é que cada quilômetro com o sistema fotovoltaico instalado gere 50MW. Na fase de testes, uma área de 156m² será usada para avaliação preliminar. Se a pesquisa comprovar a eficiência do processo, a Mineração Paragominas tem o potencial de expandir a área coberta no futuro, gerando mais energia proporcionalmente.

Vale ainda citar que a Hydro Paragominas adquiriu 10 carros elétricos para compor sua frota de veículos leves, substituindo modelos convencionais abastecidos com diesel. Essa ação significa uma redução de emissão de 119.658 toneladas de CO2 por ano, representando 1.660 árvores plantadas em cinco anos. O modelo tem autonomia de 198 km com uma carga e circula principalmente dentro da unidade, garantindo suporte sustentável às operações internas. Nos próximos 12 meses, será realizado um estudo de verificação das oportunidades de substituição de veículos operacionais por veículos elétricos.

A Albras, joint-venture entre a Hydro e a NAAC – Nippon Amazon Aluminium Co. Ltd, assinou dois contratos com a Atlas Renewable Energy para fornecimento de energia limpa. O primeiro foi o projeto Boa Sorte, que também tem a participação da Hydro Rein, cuja capacidade total instalada planejada é de 438 MW. Pelo PPA (Power Purchase Agreement, em inglês), a usina solar de Boa Sorte garante à maior produtora de alumínio primário do Brasil um fornecimento anual de energia de 815 GWh (aproximadamente 100 MW), no período de 2025-2044.

Já o projeto fotovoltaico Vista Alegre, o maior PPA (Power Purchase Agreement) já assinado na América Latina, vai garantir à Albras fornecimento de energia sustentável por 21 anos. Localizado em Minas Gerais, o projeto 902 MWp (o equivalente a 768 MWac de capacidade instalada), irá gerar aproximadamente 2 TWh/ano. Esta parceria possibilitará a geração de energia renovável que poderia abastecer uma cidade com aproximadamente 3 milhões de habitantes, como Brasília. A energia que pode ser gerada pelo parque equivale a tirar mais de 61.800 carros das ruas, além de compensar cerca de 154.000 toneladas de emissões de carbono por ano.

Hydro Rein

Como parte da estratégia de sustentabilidade da companhia, em 2021, foi criada a Hydro Rein. Com mais de 100 anos de experiência da Hydro em produção, fornecimento e consumo industrial de energia, a empresa oferece soluções de energia renovável para a indústria e a sociedade em geral. O foco está na necessidade industrial de descarbonizar, onde soluções sob medida são necessárias para superar os obstáculos da transição energética. A Hydro Rein tem um pipeline significativo de projetos eólicos e solares no Brasil e nos países nórdicos, para fornecimento de energia de longo prazo para a Hydro e outros offtakers industriais.

Para Anderson Baranov, o Brasil é um mercado estratégico para a Hydro Rein, dada a necessidade de energia do portfólio industrial no país. “Com investimento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão e capacidade instalada total de cerca de 1,5 GW, a Hydro Rein já conta com três projetos no país: Ventos de São Zacarias, Mendubim e Boa Sorte”, disse.